- EUA encerram o bloqueio naval a Irã após assinatura de acordo que prevê fim da guerra na região e reabertura do Estreito de Hormuz.
- Comando Central dos EUA confirmou o fim do bloqueio, cumprindo a orientação do presidente, e a aplicação de sanções deixa de vigorar.
- Ajatolá Muhtaba Khamenei disse ter discordado originalmente, mas permitiu o andamento após garantias do presidente iraniano Masoud Pezeshkian; futuras negociações presenciais podem ocorrer.
- O memorando prevê interrupção imediata de operações militares, fim do bloqueio e compromisso de destruir estoque de urânio enriquecido, além de demonstrar conformidade.
- Mesmo após o acordo, Israel e Hezbollah realizaram ataques; vice-presidente dos EUA, JD Vance, afirma que benefícios dependem do cumprimento integral; cerimônia de assinatura em Suíça foi cancelada, com novas negociações previstas.
O Departamento de Defesa dos EUA informou que a ofensiva naval contra o Irã foi suspensa. A medida ocorreu após a assinatura de um acordo entre as duas nações para encerrar o conflito na região. A oficialização seguiu diretriz do presidente dos EUA e encerrou a fiscalização marítima imposta anteriormente.
O acordo busca parar operações militares em todas as frentes, reabrir o Estreito de Hormuz e estabelecer condições para o cumprimento de obrigações por parte de Teerã. O MoU prevê que o Irã não receba benefícios até demonstrar compatibilidade com as regras acordadas.
O líder supremo iraniano, Mojtaba Khamenei, inicialmente discordou, mas autorizou o avanço após garantias do presidente iraniano Masoud Pezeshkian. Khamenei comentou por meio de uma mensagem publicada pela mídia iraniana, destacando que negociações presenciais futuras não significarão aceitação do posicionamento inimigo.
O vice-presidente dos EUA, JD Vance, defendeu o acordo, afirmando que o Irã não terá alívios nem recursos até cumprir as obrigações. O acordo abre um período de 60 dias para negociações técnicas, com futuras reuniões previstas na Suíça.
Progresso e próximos passos
O signatário iraniano informou que a cerimônia oficial de assinatura ocorreria na Suíça, mas o evento foi cancelado pelo mediador Paquistão devido ao acordo já ter sido assinado remotamente. Representantes dos dois lados devem seguir com negociações em solos suíços.
Vance comentou ainda que críticas vindas de autoridades israelenses podem surgir, mas não detalhou posições específicas. Em entrevista, ressaltou que a estabilidade regional depende do cumprimento do acordo.
O texto do acordo central, com 14 pontos, inclui o fim de conflitos, a não proliferação nuclear iraniana e a criação de um fundo de até 300 bilhões de dólares para reconstrução e desenvolvimento econômico, sem obrigação de aporte norte-americano.
Até o momento, não houve confirmação de novos ataques entre Israel e Hezbollah desde o anúncio do acordo. O governo de Israel manteve postura de cooperação com Washington, mesmo com críticas internas ao pacto.
As partes indicam que novas negociações serão realizadas para detalhar o cumprimento e eventuais ajustes, com foco na verificação de conformidade do Irã e na viabilidade de um cessar-fogo mais estável na região.
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