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Fora da Copa: ano marcado por barreiras, fronteiras e acesso prejudicado

Vistos e controles migratórios dificultam a participação de fãs de nações árabes, com demoras, recusas e custos elevados

Illustration: NADIA MÈNDEZ; GETTY IMAGES
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  • O Mundial de 2026 tem oito seleções árabes classificadas, mais que em Qatar 2022, mas fãs da região enfrentam barreiras para viajar.
  • O governo dos Estados Unidos suspendeu emissão de vistos para nacionais de países classificados, incluindo Irã e Haiti, complicando a ida de torcedores ao torneio.
  • Irã viu milhares de ingressos cancelados e jogadores/dirigentes enfrentaram deslocamentos entre México e EUA; o chefe da federação palestina também teve entrada negada, e muitos marrocos ficaram sem vistos.
  • Além das vistos, há cobranças de fiança de até 15 mil dólares para visitantes de algumas nações, com isenções limitadas a quem comprou ingressos oficiais e atendeu a prazos.
  • Especialistas alertam que, aliado a monitoramento de redes sociais e uso de inteligência artificial, o processo de visto e a fronteira pode dificultar a participação de torcedores, impactando também custos elevados de ingressos e logística.

O Mundial de 2026 chega com celebração global, mas fãs de países árabes enfrentam barreiras de visto e restrições de mobilidade. Desencadeia-se uma crise de acesso que afeta torcedores, atletas e delegações.

A situação ocorre em meio a tensões geopolíticas, com o conflito entre EUA e Irã despertando receios de segurança na região. Visações de países classificados para o torneio sofrem alterações, gerando incertezas para quem planejava viajar.

A adesão de oito nações árabes ao Mundial foi anunciada, incluindo Marrocos, Tunísia, Egito, Argélia, Arábia Saudita, Qatar, Irã e Jordânia. Ainda assim, a logística de viagem tornou-se parte do desafio do evento.

Barreiras de visto e fronteira

A emigração estadunidense impôs suspensão total de vistos para nacionais de alguns países qualificados, incluindo Irã e Haiti. Citadinos de fans iranianos viram milhares de ingressos cancelados dias antes do início.

Palestinos ligados à Associação Palestina de Futebol relataram negação de entrada aos EUA. Moradores de Marrocos enfrentaram recusas de visto, com impactos financeiros em viagens, hotel e bilhetes.

Para Jordan, o processo custoso e demorado de visto ficou mais exigente, com taxas e prazos que complicaram o planejamento de participação. Somália, com árbitro credenciado, também enfrentou entraves na chegada.

Mecanismos e consequências

Além do visto, torcedores podem enfrentar fianças de entrada de até 15 mil dólares para visitar os EUA. Em maio, a regulamentação facilitou waivers apenas para quem comprou ingressos oficiais e cumpriu prazos, limitando o efeito prático.

Especialistas apontam que triagem ampliada, uso de IA e verificação de redes sociais podem influenciar decisões de embarque e permanência. Técnicos afirmam que essa combinação cria insegurança entre torcedores e delegações.

Analistas destacam que as regras de segurança, aliadas a custos elevados de ingressos e disponibilidade restrita de visitas, criam um cenário desafiante para fãs de várias nacionalidades. A situação afeta a experiência do evento.

Impactos e perspectivas

FIFA projeta receita de cerca de 8,9 bilhões de dólares com o Mundial, majoritariamente via direitos de transmissão. O país anfitrião espera impulso econômico significativo com turismo e infraestrutura.

A assistência de ingressos está sujeita a reajustes de preço dinâmico pela FIFA, com bilhetes de final chegando a valores altos no mercado. A alta demanda reforça o peso econômico do torneio.

A narrativa do torneio, antes centrada no jogo, passa a incluir dilemas de acesso, logística e governança. Fatores políticos, tecnológicos e diplomáticos moldam a experiência de torcedores e participantes.

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