- O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, anunciou uma revisão do posicionamento das tropas americanas na Europa, com duração de até seis meses e consultas ao Congresso.
- A medida busca manter a Otan ágil e ledada pela Europa, sem confirmar reduções imediatas, mas sinalizando ajustes no contingente para cumprir compromissos globais.
- Hegseth criticou aliados que não apoiaram os EUA na guerra contra o Irã e afirmou que direitos de baseamento e de sobrevoo devem continuar assegurados.
- O anúncio ocorre em meio a a redução, por parte dos EUA, de capacidades disponíveis para a aliança em situações de crise, enquanto europeus tentam preencher lacunas de defesa.
- Informações preliminares indicam quedas na presença de caças F-15 e F-15E para 99 aeronaves e de drones MQ-4 e MQ-9 para 12 unidades, embora detalhes oficiais ainda não tenham sido divulgados.
O secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, anunciou uma revisão do posicionamento das tropas americanas na Europa. A avaliação, que durará até seis meses, incluirá consultas ao Congresso, conforme a lei que estabelece o número mínimo de militares dos EUA no continente. O objetivo é fazer a Europa contribuir mais, mantendo as forças americanas comissionadas em operações globais.
Hegseth falou a ministros da Defesa na sede da Otan, em Bruxelas. Reforçou que a revisão é real e busca assegurar que a Otan avance rapidamente para uma Europa que assuma a responsabilidade de defesa. Embora não tenha sinalizado reduções automáticas, destacou que mudanças poderão ocorrer conforme as metas sejam recalibradas.
Segundo ele, o esforço também visa manter direitos de baseamento e de sobrevoo para operações conjuntas, especialmente em contextos de conflito. A fala ocorre enquanto países da aliança preparam-se para cobrir lacunas em capacidades nacionais, com Washington reduzindo parte de suas contribuições em meio a tensões de orçamento.
O secretário-geral da Otan, Mark Rutte, reconheceu que a redução de contribuições já entrou em vigor. Em tom cauteloso, ele afirmou que se trata de uma ferramenta de planejamento, com impacto dependendo de cenários de guerra e mobilização dos aliados. A ideia é evitar gargalos na resposta coletiva.
Alguns ministros apresentaram propostas para ampliar contribuições ao contingente de crise da Otan. O ministro belga Theo Francken afirmou que o país contribuirá mais, ajudando a substituir capacidades americanas, incluindo caças F-16 e drones MQ-9B SkyGuardian. A ideia é reduzir dependências em caso de necessidade.
O ministro alemão Boris Pistorius pediu um processo sincronizado para evitar lacunas de capacidade na Europa. Ele destacou a importância de não retirar rapidamente equipamentos sem clareza sobre compensações, citando a necessidade de mísseis de longo alcance como exemplo sensível. A coordenação com parceiros é essencial.
As reduções anunciadas pelo governo dos EUA não foram detalhadas publicamente. Segundo uma fonte militar, as mudanças incluem menos aeronaves de reabastecimento em voo, caças, drones e navios. Especificamente, o número de caças F-15 e F-15E para a Otan cairá para 99, uma redução de cerca de um terço, enquanto drones MQ-4 e MQ-9 Reaper terão 12 unidades disponíveis.
A cúpula da Otan em Ancara, marcada para 7 e 8 de julho, é o contexto de maior atenção. Países da aliança negociam ajustes para preencher lacunas de defesa, com foco em capacidades críticas para resposta a emergências. A discussão ocorre enquanto a Otan busca fortalecer a dissuasão no continente europeu.
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