- O secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, anunciou uma revisão do destacamento de soldados americanos na Europa, com duração de até seis meses e consultas ao Congresso.
- A intenção é incentivar a Europa a liderar e assumir a responsabilidade pela sua própria defesa, reduzindo a “codependência prejudicial” com Washington.
- Hegseth afirmou que poderá reter parte das contribuições dos EUA ao fundo de crise da OTAN se os aliados não atingirem as metas de gastos com defesa.
- A revisão ocorre em meio a reduções já anunciadas, incluindo queda no contingente de caças e drones disponíveis para a OTAN (caças F-15/F-15E passam a 99; drones MQ-4/MQ-9 passam a 12).
- O secretário-geral da OTAN disse que a redução das contribuições é imediata; Bélgica e Alemanha discutem ações para compensar lacunas, com propostas como uso de caças F-16 e drones.
O secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, anunciou uma revisão do destacamento de militares americanos na Europa, com duração prevista de até seis meses. A ideia é revisar o aperto entre Europa e Washington e consultar o Congresso. O objetivo, segundo ele, é incentivar a Europa a liderar sua própria defesa.
Durante a fala aos ministros da Defesa da OTAN, em Bruxelas, Hegseth afirmou que a medida pode incluir ajustes no contingente americano, caso os aliados não atinjam metas de gasto com defesa. Ele ressaltou que a revisão busca evitar uma dependência prejudicial à Europa.
Hegseth criticou países que não apoiaram os EUA em ações contra o Irã, acusando falta de cooperação com bases e espaço aéreo para operações. Segundo o secretário, a revisão asseguraria o direito de uso de instalações por Washington junto a aliados europeus.
Contexto e objetivo estratégico
A declaração ocorre em meio a esforços da OTAN para corrigir lacunas em forças de crise. O governo americano anunciou recentemente a redução de parte das contribuições da aliança para cenários de crise, em sinal de reequilíbrio de responsabilidades.
A medida foi anunciada antes de uma cúpula da OTAN prevista para julho, em Ancara. O governo dos EUA não detalhou todas as reduções, mas relataram cortes em aeronaves de reabastecimento, caças, drones e navios.
Reações entre os parceiros
Ao chegar a Bruxelas, Hegseth disse que os EUA seriam diretos ao tratar com os parceiros sobre o cumprimento de metas militares. Disse que a OTAN 3.0 exige capacidades reais para dissuadir no continente e liderar a defesa convencional europeia.
O secretário-geral da OTAN, Mark Rutte, confirmou que a redução de contribuições já é uma realidade, destacando que as decisões funcionam como ferramenta de planejamento. Rutte ressaltou que, em caso de guerra, todos os aliados agiriam para defender a aliança.
Propostas de ajuste europeu
Alguns ministros apresentaram propostas para compensar parte das perdas americanas, como a Bélgica que pretende substituir capacidades com caças F-16 e drones MQ-9B SkyGuardian. O tema envolve discussões sobre quem fará o quê na crise.
Boris Pistorius, ministro alemão, pediu um processo coordenado para evitar lacunas de capacidade na Europa. Ele alertou sobre os riscos de retirar rapidamente capacidades sem garantias de reposição.
Perspectivas futuras
Especialistas veem o movimento como tentativa de ajustar a aliança às dinâmicas de segurança atuais. A discussão envolve prazos, orçamentos e prazos para preencher defasagens críticas em sistemas de defesa europeus.
Entre na conversa da comunidade