- Na Inglaterra, Jamie Varley e John McGowan-Fazakerley foram considerados culpados pela morte do bebê Preston Davey, que tinha 1 ano e 1 mês, ocorrido em 27 de julho de 2023, quatro meses após a adoção.
- Varley recebeu prisão perpétua; McGowan-Fazakerley foi condenado a 25 anos por ter permitido a morte, com investigações indicando uma série de agressões contra a criança.
- A mãe biológica, Sarah Davey, falou no julgamento emocionada, dizendo ter se apaixonado por Preston desde o nascimento em 2021 e que jamais poderá perdoar os responsáveis.
- Ela relatou que a avó biológica tentou ficar com o neto, mas o conselho tutelar não atendeu o pedido de lar temporário, levando o bebê à adoção permanente.
- O histórico de Sarah inclui, aos 14 anos, envolvimento na morte de Lily Lilley em 1999; o caso envolve repercussões legais que contribuíram para a adoção de Preston.
O bebê Preston Davey, de um ano e um mês, foi morto após ser adotado por Jamie Varley e John McGowan-Fazakerley. A sentença foi divulgada nesta quinta-feira, na Inglaterra, após investigações que apontaram uma sequência de agressões contra a criança. Preston faleceu em 27 de julho de 2023, quatro meses após a adoção.
Varley, de 37 anos, recebeu pena de prisão perpétua. McGowan-Fazakerley, de 32, foi condenado a 25 anos de prisão por permitir a morte. Na defesa de Varley, houve tentativa de atribuir o afogamento acidental em uma banheira, mas a promotoria comprovou ferimentos compatíveis com obstrução das vias aéreas.
A mãe biológica do bebê, Sarah Davey, emocionou o tribunal ao falar sobre Preston, lembrando o nascimento em 2021 e o vínculo criado desde o primeiro momento. Ela descreveu o filho como seu único e reiterou não perdoar os autores do ocorrido. A avó biológica também se manifestou, ressaltando que havia pedido para o garoto ficar temporariamente com a família devido a questões de saúde.
Contexto familiar
O passado de Sarah Davey envolve um crime cometido em 1999, quando tinha 14 anos, junto com uma amiga: a morte de Lily Lilley, uma mulher de 71 anos. As cúmplices retiraram Lily de casa, colocaram o corpo em uma lixeira com rodas e levaram-no ao rio, além de usarem o dinheiro da aposentadoria para compras simples. As condenações se estenderam ao longo dos anos, com Sarah conseguindo liberdade condicional apenas em 2013, mas retornando ao sistema prisional por descumprimento de regras.
O caso evidenciou uma trajetória difícil que culminou na adoção de Preston pelos réus. A família biológica, que lutava pela guarda, relatou o impacto emocional do episódio e a dificuldade de acessar o cuidado adequado para a criança durante o tempo em que esteve sob tutela dos adotantes. As investigações destacaram ainda que Preston sofreu múltiplas agressões antes de falecer.
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