- O vice-presidente dos Estados Unidos, J. D. Vance, disse que o período de 60 dias previsto no memorando com o Irã começa nesta quinta-feira, 18.
- Segundo Vance, o período já teria começado oficialmente, e as negociações finais poderão definir o que ocorrerá após esse intervalo em relação ao Estreito de Ormuz.
- A posição dos EUA é manter a rota global de petróleo e gás livre de pedágios; o Irã fechou a hidrovia durante a guerra.
- O governo Trump pretende apresentar detalhes do acordo ao Congresso, mas está confiante de que pode suspender temporariamente as sanções contra o Irã sem aprovação parlamentar.
- Vance afirmou que Israel deve respeitar o processo de paz com o Irã, e ataques em Beirute que resultem em civis mortos são inaceitáveis; ele já havia criticado Israel em entrevista ao New York Times.
O vice-presidente dos Estados Unidos, J.D. Vance, afirmou que o período de 60 dias do memorando com o Irã começa nesta quinta-feira, 18. A declaração foi feita em coletiva na Casa Branca, com objetivo de esclarecer o ritmo das negociações.
Vance reiterou que a principal rota de transporte mundial de petróleo e gás, o Estreito de Ormuz, deve permanecer livre de pedágios e bloqueios. O Irã teria fechado a hidrovia durante conflitos, e as negociações finais poderão definir os próximos passos.
O vice-presidente informou que o governo pretende apresentar ao Congresso detalhes do acordo com o Irã em breve, mas disse que há confiança na suspensão temporária de sanções sem aprovação parlamentar. O governo avalia a viabilidade desse instrumento.
Vance afirmou ainda que Israel deverá respeitar o processo de paz com o Irã, considerado benéfico para os israelenses. Ele classificou ataques em Beirute que resultem em mortes civis como inaceitáveis.
Em entrevista ao New York Times, o vice-presidente criticou, de forma indireta, a reação de Israel ao acordo entre Washington e Teerã. A entrevista chegou a mencionar um “pânico estranho” por parte de Israel.
O pacto provisório firmado entre Trump e líderes iranianos adia questões mais polêmicas para a fase seguinte, sem garantias de resolução. Analistas, em sua maioria, mostram ceticismo quanto a um acordo definitivo em 60 dias.
Desdobramentos e cenários
- A janela de 60 dias é vista como fase de alinhamento entre as partes, com foco em garantir liberdade de navegação no estreito.
- A avaliação ocorre em meio a debates sobre sanções e impactos econômicos para Teerã e seus parceiros regionais.
- Especialistas destacam que negociações podem se estender, independentemente do prazo oficial, dependendo de concessões mútuas.
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