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Relatório liga Circles à venda de espionagem para Estados repressivos

Circles vendia ferramentas de espionagem a estados repressivos, com aprovações do governo búlgaro para vendas a agências de segurança em vários países, segundo HRW

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  • Uma empresa búlgara chamada Circles vendeu ferramentas de vigilância para governos de estados com histórico de repressão, permitindo rastrear telefones e ouvir comunicações privadas, segundo a Human Rights Watch.
  • Os documentos obtidos pela HRW são registros de exportação da Bulgária que cobrem vendas feitas entre 2018 e 2023.
  • O governo da Bulgária aprovou transações da Circles com agências de segurança e inteligência em países como Azerbaijão, Bahrein, El Salvador, Guatemala, Jordânia, Malásia, Marrocos, Panamá, Sérvia e Emirados Árabes Unidos.
  • As ferramentas teriam capacidade de espionar chamadas telefônicas, mensagens e atividades na internet, conforme o relatório divulgado na quinta-feira.
  • A HRW destaca que as informações baseiam-se em uma série de documentos oficiais de exportação e que não houve avaliação independente do uso das tecnologias.

Circles, empresa sediada na Bulgária, vendeu tecnologia de vigilância controversa para governos em estados com histórico de repressão, segundo documentos obtidos pela Human Rights Watch. As informações indicam que as ferramentas permitem rastrear celulares e interceptar comunicações privadas.

Segundo o relatório, Circles oferecia recursos capazes de monitorar chamadas, mensagens e atividades na internet. Os documentos são um conjunto de registros de exportação bulgaros que cobrem vendas entre 2018 e 2023. Eles mostram aprovação do governo da Bulgária para transações com agências de segurança e inteligência.

Os países compradores listados incluem Azerbaijão, Bahrein, El Salvador, Guatemala, Jordânia, Malásia, Marrocos, Panamá, Sérvia e Emirados Árabes Unidos. Em cada caso, as autoridades locais teriam utilizado as ferramentas para acompanhar cidadãos e coletar dados.

A Human Rights Watch ressalta preocupações sobre a transferência de tecnologia de vigilância para autoridades com histórico de abusos. A organização destaca a necessidade de salvaguardas internacionais para impedir o uso indevido de ferramentas de monitoramento.

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