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Resultado da eleição presidencial peruana depende da validação de votos no exterior

JNE julga recursos de Juntos por el Perú sobre atas pendentes; votos no exterior em análise, com cerca de 300 mil cédulas ainda não computadas

O segundo turno da eleição presidencial peruana aconteceu em 7 de junho.
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  • O Júri Nacional de Eleições (JNE) vai julgar recursos da Juntos por el Perú, que pede a invalidação de 2.398 seções em Lima e nos EUA e busca mais ações para votos do exterior.
  • Com 99,4% das urnas do segundo turno apuradas, Keiko Fujimori tem 50,107% dos votos e Roberto Sánchez, 49,893%.
  • O recurso envolve 1.751 seções de Lima (Barranco, Ate, Carabayllo, Pachacámac, San Juan de Lurigancho, entre outros) para recontar ou reconhecer atas pendentes que teriam sido contabilizadas como nulos.
  • Grande parte das atas pendentes refere-se a votos no exterior, com cerca de 300 mil cédulas ainda não validadas pela Justiça eleitoral.
  • A advogada Silvia Guevara Pérez, especialista em direito eleitoral, aponta que eleitores no exterior formam distrito eleitoral próprio desde 2021 e não há restrições legais para o voto exterior; o resultado final deve sair em meados de julho.

O Júri Nacional de Eleições do Peru (JNE) avaliará o recurso do partido Juntos por el Perú, liderado por Roberto Sánchez, que tenta invalidar 2.398 seções em Lima e nos Estados Unidos. O segundo turno aconteceu em 7 de junho.

Com 99,4% das urnas apuradas, Keiko Fujimori recebe 50,107% dos votos, e Sánchez, 49,893%. O JNE deve julgar nesta sexta-feira (19) os recursos apresentados pelo partido. A meta é recuperar votos de atas pendentes.

O recurso contesta atas de diversas províncias, buscando validação de votos que teriam sido contabilizados como nulos. Entre os locais citados estão Barranco, Ate, Carabayllo, Pachacámac e Lima metropolitana.

Recursos e pendências

Roy Mendoza, representante da Juntos por el Perú, afirmou que o tribunal analisará primeiro questões formais e depois o mérito dos casos. A legenda também acompanha votações no exterior.

Grande parte das atas pendentes refere-se a votos de eleitores no exterior, estimados em cerca de 300 mil cédulas que ainda não foram validadas pela Justiça Eleitoral e não constam do resultado final.

Silvia Guevara Pérez, especialista em direito eleitoral, ressaltou que desde 2021 o voto no exterior integra distrito com dois assentos no Congresso. Ela reforçou que não há restrição na legislação para votar fora do país.

O anúncio do resultado final está previsto para meados de julho, conforme o calendário eleitoral. O desfecho depende da validação de votos no exterior e de eventuais recontagens.

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