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Shein é despejada de loja em Paris após locatário se arrepender

Shein deixa a BHV Marais, em Paris, após arrependimento do locatário; venda do ponto é anunciada e saída prevista até o Natal

Polícia circula em frente ao BHV Marais no dia da inauguração da loja da Shein
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  • A operadora da BHV Marais, em Paris, anunciou a venda do ponto à BHV para um grupo empresarial; a Shein deve deixar a loja até o Natal, considerada um erro estratégico pela administração.
  • O espaço fica no sexto andar da loja de departamentos no Marais, frente à prefeitura de Paris, e há planos de manter acordos de abertura de outras lojas fora de Paris sob revisão de longo prazo.
  • Em resposta, houve protestos de comerciantes e reconhecida oposição à presença da marca; cerca de 100 marcas deixaram a BHV após a chegada da Shein.
  • Reguladores da União Europeia investigam a empresa por suspeita de inadequada rastreabilidade de produtos, rotulagem ambiental e prazos de entrega; o governo francês bloqueou o site por dois dias e a alfândega reteve encomendas para inspeção.
  • França aplicou multas que somam mais de 22 milhões de euros à Shein, elevando o total de sanções do país para mais de 210 milhões de euros; a empresa afirmou respeitar a decisão da BHV e lamentou o contexto de obras na unidade parisiense.

A gigante chinesa Shein será retirada da BHV Marais, loja de departamentos em Paris, após o locatário se arrepender da expansão. A retirada ocorre no sexto andar do prédio, situado no Marais, em frente à prefeitura da capital francesa.

A operação da BHV, gerida pela SGM, anunciou a venda do ponto a um grupo empresarial na terça-feira (16/06). A empresa informou que a Shein deverá deixar a loja idealmente até o Natal e descreveu a decisão como um erro estratégico.

Frédéric Merlin, diretor da SGM, afirmou que os contratos da Shein em lojas fora de Paris serão cumpridos até uma revisão de longo prazo. Ele reconheceu erros e classificou a venda como um passo para uma retomada mais sólida.

Protestos e investigações

A notícia provocou indignação entre comerciantes e observadores, que questionam o modelo de negócios da Shein, seu impacto ambiental e a venda de produtos online considerados ilegais. Milhares de lojistas processam a empresa por concorrência desleal.

Cerca de 100 marcas deixaram a BHV Marais após a chegada da Shein, segundo a administração do shopping. Também houve oposição de políticos e figuras da moda à expansão online da empresa.

A União Europeia abriu uma investigação em dezembro sobre a possível passagem de produtos ilegais pela plataforma, como bonecas com aparência infantil, armas e itens não conformes. Reguladores investigam rastreabilidade e rotulagem ambiental.

Medidas e respostas

O primeiro-ministro francês autorizou medidas para bloquear temporariamente o site da Shein, com retenção de encomendas para inspeção. Em resposta, a empresa removeu itens de seu marketplace e proibiu globalmente bonecas sexuais.

Fundada em 2012, a Shein também enfrenta críticas por condições de trabalho na cadeia de fornecedores e pelo impacto ambiental de seu modelo de ultra fast fashion. A empresa mantém sede em Singapura.

No início de junho, a França aplicou multas que totalizam mais de 22 milhões de euros por questões de rastreabilidade, rotulagem ambiental e prazos de entrega, elevando o montante de sanções no país a mais de 210 milhões de euros.

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