- Donald Trump chamou críticos do acordo com o Irã de invejosos, pessoas más ou estúpidas, dizendo que não foi duro o suficiente.
- O acordo prevê a suspensão de sanções ao Irã e o financiamento de US$ 300 bilhões para a reconstrução do país, com o dinheiro não vindo de fundos americanos.
- O texto estabelece um prazo de sessenta dias para chegar a um acordo final, com primeiras negociações realizadas perto de Lucerna, na Suíça.
- Estados Unidos, Irã e os mediadores Paquistão e Qatar devem se reunir amanhã em Bürgenstock para discutir a aplicação do acordo.
- A Agência Internacional de Energia Atômica saudou o memorando e afirmou que participará de discussões técnicas para implementação; o chefe da AIEA, Rafael Grossi, ressaltou o início do trabalho técnico.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, criticou nesta quinta-feira as concessões previstas no acordo com o Irã, afirmando que quem defende o pacto tem atitudes negativas e culpa velhas falhas. Ele ainda sugeriu que seus críticos são invejosos, mal-intencionados ou ingênuos, em publicação na Truth Social.
Críticos do texto apontam que o acordo prevê a suspensão de sanções ao Irã e um financiamento de até 300 bilhões de dólares para a reconstrução do país. Segundo os críticos, parte desse dinheiro poderia sair de fontes não americanas, o que geraria controvérsia entre aliados.
O acordo estabelece um prazo de 60 dias para chegar a um acordo final entre as partes. Na Suíça, o Ministério das Relações Exteriores informou as primeiras negociações entre Estados Unidos, Irã e mediadores, com participação do Paquistão e do Qatar, próximas a Lucerna.
As negociações previstas devem seguir amanhã em Bürgenstock, em hotel de luxo na região central da Suíça, com foco na implementação do acordo e na viabilização de um novo pacto nuclear para o programa iraniano, segundo o anúncio oficial suíço.
A Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) comemorou a assinatura do memorando entre EUA e Irã e confirmou que participará de discussões técnicas para a implementação. O chefe da AIEA apontou que o papel técnico da agência dependerá das disposições finais do acordo.
Grossi afirmou que a AIEA partir de agora trabalhará com autoridades americanas e iranianas para detalhar as medidas técnicas necessárias, definindo o que precisa ser verificado e quais acessos devem ser assegurados.
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