- A Comissão Europeia rejeitou a proposta do movimento Stop Killing Games para obrigar manter jogos online ativos após descontinuação de serviços, citando direitos de propriedade intelectual.
- A iniciativa foi criada pelo youtuber Ross Scott em 2024 e ganhou força após a Ubisoft desativar os servidores do jogo The Crew.
- Cerca de 1,3 milhão de assinaturas foram coletadas para pressionar países da União Europeia a criar legislação específica para evitar encerramento deliberado de jogos.
- Mesmo sem a aprovação da Comissão, o movimento diz que continuará pressionando o Parlamento Europeu para que a ideia tenha acolhimento na Lei de Equidade Digital.
- O setor de jogos celebra a decisão, enquanto o movimento segue ativo na defesa de manter recursos mínimos para títulos com serviços online.
A União Europeia rejeitou a proposta do movimento Stop Killing Games, que buscava impedir o abandono de jogos online por parte de empresas. A medida não foi apresentada pela Comissão Europeia após avaliação da iniciativa.
A mobilização ganhou força após o youtuber americano Ross Scott iniciar o movimento em 2024, em resposta à desativação dos servidores do jogo The Crew pela Ubisoft. A decisão impediu que o jogo, mesmo no modo offline, deixasse de funcionar por depender de recursos online.
O que a proposta defendia era manter ao menos recursos básicos para títulos que dependam de serviços online, incluindo ferramentas para servidores pessoais ou atualizações que permitissem o modo offline. A meta era evitar encerros deliberados.
Decisão da Comissão Europeia
Cerca de 1,3 milhão de assinaturas foram coletadas para pressionar pela legislação da UE, sob a campanha Stop Destroying Videogames. Entre 2026 e 2026 foram realizadas reuniões, audiências públicas e debates internos sobre o tema.
No dia 16 de 2026, a Comissão Europeia informou que não avançará com a criação de uma obrigação legal para manter jogos jogáveis após a interrupção de seu fornecimento comercial, citando direitos de propriedade intelectual existentes e diversos aspectos protegidos pela legislação da UE.
Continuidade do movimento
A confirmação da decisão não pegou de surpresa os apoiadores. Em redes sociais, o movimento informou que continuará a defesa da pauta junto ao Parlamento Europeu, visando inclusão na Lei de Equidade Digital. A campanha segue, segundo a organização, mesmo sem o aval direto da Comissão.
Estúdios de games, por sua vez, podem ter visto a notícia como vitória. Em 2023, o então CEO da Ubisoft já havia indicado que mudanças permanentes em títulos antigos não eram garantidas, o que reforça a percepção de benefício para empresas do setor diante do impasse.
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