- O vice-presidente dos Estados Unidos, J. D. Vance, criticou Israel por um “pânico estranho” em relação ao acordo entre EUA e Irã.
- Autoridades israelenses de diferentes campos criticaram o memorando, dizendo que ele não aborda preocupações sobre programas nuclear e de mísseis balísticos do Irã e que poderá restringir operações contra o Hezbollah.
- Vance afirmou que a reação em Israel parte de desconfiança e que os Estados Unidos conquistaram a confiança da região.
- O presidente Donald Trump buscou acalmar críticas durante a cúpula do G7, mencionando que Netanyahu poderia adotar uma abordagem mais branda contra o Hezbollah, enquanto o memorando adiaria questões difíceis para a próxima fase.
- Entre os críticos citados por Vance estão os ministros Itamar Ben-Gvir e Bezalel Smotrich, com resposta de Ben-Gvir publicada na rede X.
Um memorando de entendimento entre Washington e Teerã gerou críticas em Israel nesta semana. O vice-presidente dos EUA, J.D. Vance, disse ao New York Times que o país vive um “pânico estranho” diante do acordo e que a reação de Israel é exagerada. O governo americano afirmou não suspender sanções se o Irã financiar organizações terroristas, como o Hezbollah.
Autoridades israelenses de diferentes espectros políticos rejeitaram o texto, alegando que ele não atende às preocupações sobre o programa nuclear do Irã e seus mísseis balísticos. Também apontam que o acordo pode limitar operações de Israel contra o Hezbollah no Líbano.
Vance afirmou que a desconfiança em relação aos EUA não corresponde aos laços entre os dois países, destacando que a relação é sólida. Ele criticou críticos israelenses, incluindo ministros da linha dura, que questionaram o entendimento sem apresentar uma alternativa viável.
Reações em Israel e posicionamento dos EUA
Trump minimizou as objeções de Israel durante a cúpula do G7, dizendo que o líder israelense pode adotar uma postura mais branda contra o Hezbollah. O memorando aprovado pelos EUA e pelo Irã adiou questões mais difíceis para fases futuras, sem garantias de solução.
Ministres israelenses de direita, citados por Vance, reagiram com ironia, questionando propostas. O grupo político que integra ministros do governo afirmou que não é simples resolver segurança nacional apenas com ações contra o Irã.
No Líbano, o Hezbollah é citado como parte do cenário de contenção regional. As autoridades israelenses temem que o acordo reduza margens de atuação israelense contra o grupo. As respostas oficiais enfatizam a necessidade de manter pressão sobre o PM Iraniano.
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