- Zelensky afirmou que ataques com drones contra a Rússia são retaliação ao ataque a um mosteiro em Kyiv e disse que “Moscou vai queimar” se os ataques continuarem.
- Na noite desta quinta-feira, dezenas de drones atingiram Moscou, incluindo a refinaria de petróleo da capital pela segunda vez nesta semana.
- O ataque a Kyiv Pechersk Lavra, mosteiro de mil anos, deixou pelo menos dez mortos em toda a Ucrânia na segunda-feira.
- Zelensky deveria participar de reunião de aliados em Bruxelas para discutir defesa aérea à Ucrânia, com foco em programa da Otan e num sistema antimíssil balístico.
- O presidente ucraniano pediu que Europa e Estados Unidos endureçam sanções aos setores de defesa e energia da Rússia para pressionar Putin a pôr fim à guerra.
Volodymyr Zelensky, presidente da Ucrânia, afirmou nesta quinta-feira que os ataques com drones contra a Rússia podem continuar como retaliação a um ataque que danificou um mosteiro histórico em Kiev nesta semana. Segundo o presidente, se os ataques persistirem, Moscou vai “queimar”.
Durante a noite, dezenas de drones atingiram Moscou, inclusive a refinaria de petróleo da capital russa, em novo surto de ataques. Zelensky declarou em mensagem de voz a jornalistas que o conflito não é desejado por Kiev, mas que, se a Ucrânia arder, Moscou também arderá.
Pelo menos dez pessoas morreram na segunda-feira em ataques com drones e mísseis que atingiram várias áreas da Ucrânia e danificaram o mosteiro Kyiv Pechersk Lavra, com mil anos de história. A responsabilidade dos ataques é atribuída aos operadores russos pela Ucrânia.
Contexto da crise
Zelensky participaria de reunião de aliados militares em Bruxelas nesta quinta-feira para discutir defesa aérea via OTAN e a criação de um sistema antimíssil balístico para a Ucrânia e seus parceiros. Ele pediu maior pressão de Europa e EUA por sanções aos setores de defesa, energia e à economia russa.
O governo de Putin tem intensificado ataques aéreos, incluindo ofensivas com drones. Ambos os lados negam mirar civis, mas o conflito já deixou milhares de mortos, em grande parte entre civis ucranianos, e dezenas de milhares de feridos.
Implicações geopolíticas
A Rússia iniciou a invasão em larga escala em fevereiro de 2022 e detém parte do território ucraniano. Em 2022, Putin anunciou a anexação de quatro regiões. O conflito segue sem sinal de solução rápida, com negociações pressionadas por interesses internacionais e respostas de aliados ocidentais.
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