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Bolívia declara estado de emergência após acordo para encerrar greve

Bolívia declara estado de emergência após acordo para encerrar a greve; governo acusa golpe de Estado ligado a Evo Morales, com protestos em andamento

Segundo o presidente do país, Rodrigo Paz, ‘uma tentativa de golpe de Estado orquestrada pelo narcoterrorismo’. Ele também associa as manifestações ao ex-presidente de esquerda Evo Morales
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  • O presidente da Bolívia, Rodrigo Paz, declarou estado de emergência neste sábado, 20, após assinatura de acordo entre governo e a COB para encerrar a greve de cinquenta dias.
  • O acordo prevê a formação de grupos de trabalho entre ministros e líderes sindicais para discutir a libertação de detidos dos protests, além de o governo se comprometer a não privatizar empresas estatais.
  • Mesmo com o acordo, a Federação Camponesa Túpac Katari, agricultores de Chapare e comunidades indígenas continuam a greve e bloqueios, pedindo a renúncia do presidente empossado há menos de um ano.
  • Paz chamou os protestos de tentativa de golpe de Estado orquestrada pelo narcoterrorismo e relacionou-os ao ex-presidente Evo Morales.
  • A COB informou que há compromisso do governo em cumprir o acordado, em meio a uma crise econômica que levou bloqueios a várias estradas e à escassez de alimentos, medicamentos e combustíveis, especialmente em La Paz e El Alto.

O presidente da Bolívia, Rodrigo Paz, declarou neste sábado, 20, estado de emergência no país. A decisão ocorreu horas após ele e o líder da principal central sindical, a COB, assinarem um acordo para encerrar a greve geral.

O acordo, firmado na sexta-feira, 19, previa a formação de grupos de trabalho entre ministros e líderes sindicais para discutir a libertação de detidos ligados aos protestos, bem como o não interesse do governo em privatizar empresas estatais. A paralisação, que já dura 50 dias, impactou o abastecimento em várias cidades.

Apesar da assinatura, organizações indígenas e camponesas, como a Federação Camponesa Túpac Katari e agricultores de Chapare, manteram protestos e bloqueios por tempo indeterminado, exigindo a renúncia do presidente empossado há menos de um ano.

As autoridades afirmam que parte das manifestações é alinhada ao ex-presidente Evo Morales e caracterizam os atos como uma tentativa de golpe de Estado sustentada por setores ligados ao narcoterrorismo, segundo declarações de Paz com a presença de ministros.

Mario Argollo, presidente da COB, disse que há um compromisso do governo em cumprir imediatamente o acordo assinado. Paz afirmou que o diálogo permanece como ferramenta central para resolver o impasse.

O governo também informou que os bloqueios de estradas foram reduzidos pela metade desde a semana passada, e que a tendência é de diminuição adicional nas próximas horas. A violência ou agressões não foram registradas com gravidade até o momento.

Entre os desdobramentos, o ex-presidente Morales enfrenta um mandado de prisão em aberto por suposto tráfico de menores, denúncia que ele nega. A instituição judicial não confirmou se o caso está ligado aos atuais protestos.

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