- Ormuz teve 25 travessias no dia 18, maior número diário em dois meses, conforme dados da AXSMarine.
- A movimentação acontece após a assinatura de um memorando entre Estados Unidos e Irã para encerrar o conflito na região.
- Mesmo com o salto, o volume continua abaixo do nível pré-crise, quando circulavam cerca de 110 embarcações por dia.
- Iran estabeleceu novas regras de navegação: trilhas com pedido prévio de 48 horas e envio de todas as informações necessárias, visando tráfego mais rápido.
- Nos primeiros 60 dias, não haverá cobrança de taxas; custos de proteção, segurança, meio ambiente e seguros locais ficam por conta do governo iraniano, e a passagem exige coordenação prévia de trajeto e horário; o não cumprimento pode responsabilizar os proprietários.
O Estreito de Ormuz registrou 25 travessias de embarcações comerciais em 18 de junho, o maior número diário em dois meses. A leitura foi compilada pela empresa de monitoramento AXSMarine e publicada na sexta-feira (19) nas redes sociais. A variação ocorre no momento em que sinais de distensão geopolítica aparecem após um memorando entre EUA e Irã visando encerrar o conflito na região.
O registro de 25 travessias representa mais de cinco vezes a média diária observada nos primeiros dez dias de junho. Mesmo assim, o volume permanece bem abaixo do que ocorreu antes do conflito, quando aproximadamente 110 embarcações cruzavam o estreito por dia. O número de passagens reflete um retorno gradual da navegação na rota estratégica.
Novas regras de navegação no Estreito de Ormuz
A Autoridade do Estreito do Golfo Pérsico, ligada ao Irã, divulgou diretrizes para o trânsito na região após o acordo com os EUA. O órgão informou que passará a exigir solicitação prévia para passagem de embarcações, com tramitação rápida.
Os pedidos devem ser enviados com no mínimo 48 horas de antecedência e precisam incluir todas as informações necessárias. Durante os primeiros 60 dias, não haverá cobrança de taxas sobre navios, e custos com proteção, segurança, meio ambiente e seguros locais ficarão sob responsabilidade do governo iraniano.
A autoridade também destacou a necessidade de coordenação prévia do trajeto e do horário de passagem de cada embarcação. O descumprimento poderá gerar responsabilidade direta aos proprietários, como parte de medidas para evitar riscos e incidentes no estreito.
Entre na conversa da comunidade