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Paciente de Ebola de seis anos retirado de hospital na RD Congo está bem

Caso evidencia riscos em centros de tratamento; menina de seis anos, retirada por homens armados, foi localizada e está estável

Reuters Three healthcare workers are pictured in front of an ambulance, wearing masks, gloves and other protective gear
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  • Uma criança de seis anos com Ebola e a mãe foram retiradas de um hospital em Butembo, no leste da RD Congo, por homens considerados “muito irritados”.
  • Nesta sexta-feira, a menina e a mãe apareceram em um centro de tratamento a cerca de 18 km de Butembo, e a condição da criança é estável.
  • O surto atual, causado pela Ebola Bundibugyo, já registrou mais de 230 mortes e 890 casos confirmados; ainda não há vacina disponível para essa cepa.
  • A desinformação e o temor em áreas remotas dificultam o combate, especialmente sobre os procedimentos de sepultamento seguros.
  • Organizações de saúde mobilizam recursos: a Organização Mundial da Saúde prometeu 3,9 milhões de dólares e a Africa CDC tem orçamento de 319 milhões de dólares; os casos concentram-se principalmente nos províncias de Ituri, Kivu do Norte e Kivu do Sul.

A menina de seis anos vítima de Ebola, que estava sendo tratada em um hospital na cidade leste de Butembo, foi localizada após invasão de homens armados ao pronto atendimento. A criança e a mãe foram levadas na segunda-feira, segundo autoridades de saúde locais.

O estado da menina é estável no momento em que foi localizada, conforme declaração do médico Dr. Lubambo Maboko Gaston. A operação de busca envolveu equipes de saúde e mobilização comunitária.

Houve ataques anteriores a unidades de tratamento de Ebola na região, que já registrou mais de 230 mortes e quase 900 casos confirmados. As autoridades ressaltam a importância de manter centros seguros e protocolos de enterro para evitar transmissão.

A situação de desinformação persiste em áreas remotas, com parte da população desacreditando na doença e nas ações de autoridades e ONGs. Essa resistência complica as medidas de vigilância epidemiológica.

A epidemia em curso foi declarada em 15 de maio, com transmissão associada a uma cepa rara chamada Bundibugyo. Não há vacina disponível para esse tipo, segundo a Organização Mundial da Saúde, que estima meses para desenvolvimento.

O surto pode se tornar um dos maiores já registrados, conforme avaliação de líderes de saúde da África. Uganda, que faz fronteira com a RD Congo, registrou 19 casos confirmados, incluindo duas mortes, sem novos casos desde 5 de junho, segundo a OMS.

Na RD Congo, o Ministério da Saúde informou que reforçou a vigilância, o rastreamento de contatos e a estrutura de tratamento, com centros dedicados em várias cidades afetadas. A OMS destinou cerca de 3,9 milhões de dólares para o combate, enquanto o Africa CDC reservou um orçamento de 319 milhões de dólares.

As regiões de Ituri, South Kivu e North Kivu concentram os casos, com Ituri respondendo por mais de 90% das infecções já confirmadas. O conflito na região oriental complica as ações de contenção, segundo a OMS.

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