- Com mais de 95% dos votos revisados, Keiko Fujimori mantém vantagem mínima sobre Roberto Sánchez no segundo turno do Peru.
- Sánchez formalizou denúncias de manipulação de cédulas em Lima e nos Estados Unidos e pediu a anulação desses votos.
- Seja qual for o desfecho, o Peru continua lidando com instabilidade política que persiste há uma década.
- A bancada fujimorista é a maior do Congresso desde 2016, e a eleição legislativa de março indica peso relevante no Parlamento, que volta a ser bicameral.
- O cenário aponta riscos de desestabilização, independentemente de quem vencer, devido a tensões entre governo e oposição.
Com apuração de mais de 95% dos votos, o segundo turno das eleições presidenciais do Peru já acumula contestações. A vantagem de Keiko Fujimori, da direita populista, ficou sob escrutínio após denúncias de manipulação de cédulas em Lima e nos EUA. O adversário, Roberto Sánchez, pediu a anulação desses votos, ainda que tenha havido compromisso público de respeito aos resultados.
A apuração ocorre em um cenário de longa crise política no país. Desde 2016, quatro chefes do Executivo foram destituídos ou renunciaram, e a instabilidade persiste. O Peru acumula mais de uma década de turbulência institucional, com repetidas crises entre Legislativo e Presidente.
Oposição e eleitorado
Keiko Fujimori recebeu pouco mais de 50% dos votos válidos; Sánchez ficou próximo, com margem apertada. A diferença, de dezenas de milhares de votos, ocorre em um universo de 27,3 milhões de eleitores. O resultado pode ampliar a polarização no país.
Panorama no Congresso
O Fujimorismo lidera a maior bancada desde 2016, ainda em um regime unicameral. A eleição legislativa de março indica peso relevante no Parlamento, que voltará a ser bicameral em julho com a posse de deputados e senadores.
Desdobramentos esperados
Caso a disputa prossiga, o conflito entre o Executivo e o Legislativo tende a se acentuar. A agenda de combate à criminalidade de um eventual governo pode encontrar resistência da bancada Juntos pelo Peru. A situação aponta para desafios de governabilidade.
Observação final
Independentemente do desfecho, a crise institucional no Peru permanece significativa. O país enfrenta a necessidade de consenso político para superar a instabilidade que domina a agenda pública.
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