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Mulher de Serra Leoa dorme 6 meses em Belém; Justiça determina assistência

Justiça determina assistência consular do Pará e Itamaraty para Fatmata Sessay, imigrante de Serra Leoa que vive há meses no aeroporto de Belém

Fatmata Sessay, 56, cidadã de Serra Leoa, improvisa lugar para dormir no aeroporto de Belém; ela vive no terminal desde dezembro após perder o passaporte
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  • Fatmata Sessay, 56 anos, cidadã de Serra Leoa, dorme no saguão do Aeroporto de Belém há cerca de seis meses após ter o passaporte roubado, impedindo seu embarque para o Panamá.
  • Ela ganhou uma passagem para embarcar no dia 22 de junho, com apoio do Ministério Público do Pará; o planejamento é seguir para o Panamá após a intermediação de visto e carteira de vacinação internacional.
  • A Justiça Federal determinou, a pedido do Ministério Público Federal, que o governo do Pará e o Itamaraty prestem assistência consular para regularizar a documentação em até 48 horas.
  • A imigrante relata ter sofrido assaltos no Peru e em Belém; desde dezembro vive no aeroporto, recebendo alimentação do espaço de acolhimento municipal e com apoio da prefeitura.
  • A prefeitura afirma que acompanha Sessay e que ela recebeu cadastro no Bolsa Família; há relatos de ajuda de cidadãos, apesar de ela não aceitar acolhimento noturno.

Fatmata Sessay, 56, cidadã de Serra Leoa, vive há quase seis meses no saguão do Aeroporto Internacional de Belém, após ter o passaporte roubado. A viagem, que deveria levá-la ao Panamá, ficou interrompida no Pará.

A imigrante chegou a Belém em dezembro vindo de Suriname e relata ter sido roubada duas vezes desde então. Conta que recebeu ajuda de voluntários, mas não conseguiu embarcar por falta de documentos.

Nesta quinta-feira (18), o Ministério Público do Pará confirmou a compra de passagem para o dia 22 de junho, com destino ao Panamá, para que ela finalize os trâmites de visto e carteira de vacinação internacional.

Na sexta-feira (19), a Justiça Federal acatou pedido do Ministério Público Federal e determinou que o governo estadual e o Itamaraty prestem assistência consular para a regularização de documentos em até 48 horas.

O MPF informou que a situação envolve vulnerabilidade social e abandono por parte de autoridades, e que a Justiça requisitou a intermediação com a representação consular de Serra Leoa, sediada em Washington.

O Itamaraty orientou o contato com autoridades migratórias do aeroporto de Belém para a viabilização dos vistos para entrada na Colômbia e no Panamá.

A Prefeitura de Belém informou que Sessay recebe acompanhamento das equipes de assistência social desde dezembro de 2025 e alimentação diária no espaço de acolhimento; há também cadastramento no programa Bolsa Família.

Ela tem relatado dificuldades de comunicação, já que o kriô é o idioma oficial de Serra Leoa, e depende de apoio de voluntários para se deslocar entre locais e serviços.

Assistência e próximos passos

Segundo o promotor Nadilson Portilho, a equipe acompanha a imigrante até a emissão do visto e da carteira de vacinação, para que possa seguir viagem.

A Justiça determinou que o governo do Pará e o Itamaraty assegurem a assistência consular necessária, com atuação conjunta da Embaixada de Serra Leoa, para documentação de viagem e vistos.

Várias pessoas da cidade se mobilizaram para oferecer apoio a Sessay, incluindo moradores que ofereceram abrigo temporário e alimentação, conforme relatos de moradores locais.

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