- Fatmata Sessay, 56 anos, natural de Serra Leoa, deve deixar o aeroporto de Belém após seis meses vivendo no terminal; passaporte restituído e nova passagem emitida com embarque previsto para o dia 22 de junho.
- A situação começou no fim de 2025, quando ela saiu de São Paulo com destino ao Panamá, mas a viagem foi interrompida por problemas com o passaporte; passou a dormir no saguão e receber ajuda de quem circulava pelo local.
- A Defensoria Pública da União e os Ministérios Públicos Federal e do Pará atuaram para regularizar a documentação e assegurar direitos de estrangeiros no Brasil.
- A concessionária do aeroporto informou ter tomado providências e mantido contato com os órgãos públicos; a Justiça Federal fixou o prazo de 48 horas para garantir assistência e vistos para entrada na Colômbia e no Panamá.
- Com a viagem encaminhada, Fatmata pretende recomeçar a vida no Panamá, procurando trabalho.
Fatmata Sessay, 56 anos, natural da Serra Leoa, finalmente terá passagem emitida após cerca de seis meses vivendo no terminal do Aeroporto Internacional de Belém. A notícia chegou com a regularização de sua documentação e a reacomodação de uma nova rota de viagem. Ela deve embarcar no dia 22 de junho.
A história começou no fim de 2025, quando a mulher saiu de São Paulo com destino ao Panamá, onde vive parentes, mas foi impedida por problemas com o passaporte. Sem recursos para comprar outra passagem, passou a dormir no saguão e a receber ajuda de pessoas que circulavam pelo terminal. Durante o dia, recebia apoio de instituições de assistência.
A defensoria pública e o Ministério Público atuaram desde o início para acompanhar o caso. Promotor Nadilson Portilho destacou que a garantia de direitos vale para qualquer instituição que receba estrangeiros no Brasil. A mobilização também envolveu a sociedade civil, com apoio de moradores da cidade.
Intervenção institucional e apoio à migrante
A dona de casa Carla Livramento contou que se sensibilizou com a situação, reconhecendo o que é ficar longe de casa. O suporte público se intensificou, e a assistência passou a envolver a Defensoria Pública da União, o MPF e o MPPA. A concessionária do aeroporto informou ter adotado providências e manter contato com os órgãos competentes.
A Justiça Federal determinou prazo de 48 horas para que o Ministério da Justiça, a Secretaria de Justiça do Pará e a representação diplomática de Serra Leoa assegurem assistência consular e visto, para entrada na Colômbia e no Panamá. As ações visam regularizar a documentação e viabilizar a viagem.
Desfecho e próximos passos
Fatmata teve o passaporte restituído e uma nova passagem emitida. A previsão é que ela embarque no dia 22 de junho, encerrando meses de incerteza no aeroporto. A expectativa é recomeçar a vida no Panamá, onde pretende buscar oportunidades de trabalho.
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