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Presidente eleito na Colômbia enfrenta guerrilhas e drones

Guerrilhas colombianas ampliam uso de drones explosivos; 2025 registra alta de 445% em incidentes, elevando riscos à segurança e aos acordos de paz

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  • O novo presidente da Colômbia enfrentará o aumento do uso de drones por guerrilhas, com 333 registros em 2025, aumento de 445% frente a 2024.
  • Regiões sul do país concentram os incidentes: 63% em Nariño, Cauca e Valle del Cauca; 7% em Norte de Santander e Catatumbo.
  • A expansão está ligada a uma estrutura de ex-membros de grupos armados e mercenários, com transferência de tecnologia de drones usados em conflitos ao redor do mundo.
  • Não há números precisos sobre a origem dos equipamentos, mas estima-se que um terço seja importado ilegalmente; o restante é adquirido legalmente em lojas e plataformas.
  • Em 2025, foram registrados 414 incidentes envolvendo artefatos explosivos improvisados, incluindo drones, e houve aumento de 102% nas baixas por ataques de veículos aéreos não tripulados entre 2023 e 2025; um caso recente ceifou a vida de Dylan Jesús Lobo, de 10 anos, em Catatumbo.
  • Em janeiro, o governo anunciou investimento de US$ 1,6 bilhão para um escudo antidrones, visando defender civis e forças de segurança.

O uso de drones por grupos armados na Colômbia registrou aumento expressivo em 2025, com 333 incidentes, ante 61 em 2019. O dado é do Ministério da Defesa e evidencia um ritmo crescente desde o início da década.

Quem está envolvido? Guerrilhas e grupos criminosos que operam no país, com redes que se formaram após os Acordos de Paz de 2016. Especialistas destacam que a desmobilização abriu espaço para uma nova dinâmica de recrutamento e atividades.

Quando e onde aconteceu? Em 2025, com concentração de ataques na região sul do país, especialmente nos departamentos de Nariño, Cauca e Valle del Cauca, segundo relatório da UNMAS. Regiões de Norte de Santander e Catatumbo também aparecem entre as áreas afetadas.

Por que isso ocorre? Analistas apontam falhas na desmobilização e lacunas regulatórias. A falta de regras claras facilita a aquisição de drones, legalmente ou por vias ilícitas, para usos explosivos por parte de organizações criminosas.

Qual o contexto regional? Países vizinhos já vivenciaram cenários semelhantes, com drones substituindo parte do poder de fogo tradicional. A transferência de know-how tecnológico tende a intensificar o risco em conflitos recentes.

Quais são as consequências? O aumento das ofensivas com drones está ligado a recordes de danos, incluindo queda de registros de vítimas e feridos, além de impactos nas ações de segurança. A escalada reflete o desafio de controlar o uso da tecnologia.

Quais medidas foram anunciadas? Em janeiro, o governo informou investimento de US$ 1,6 bilhão para um escudo antidrones, visando proteger civis e forças de segurança. A meta é ampliar controle do espaço aéreo e reduzir vulnerabilidades.

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