- O presidente Donald Trump afirmou, sem apresentar provas, que o Reflecting Pool do Lincoln Memorial foi vandalizado e que a água precisará ser drenada para reparos.
- Trump disse que várias pessoas foram presas por vandalismo, mas uma testemunha à CNN afirmou ter tocado apenas um pedaço de material azul que se soltou durante a reforma.
- A obra de Trump na Casa Branca teve custo total de 14 milhões de dólares, incluindo a construção de um salão de baile e a renovação de fontes degradadas.
- O canoísta olímpico David Hearn disse à CNN ter sido detido pela Polícia de Parques dos EUA após tocar material azul parcialmente destacado no fundo da Reflecting Pool; ele nega ter vandalizado o local.
- O Departamento do Interior minimizou os sinais de algas, dizendo que tratava-se de resíduos normais do reinício do fluxo de água, enquanto turistas gravaram vídeos da água verde nas redes sociais.
O presidente Donald Trump afirmou, sem apresentar provas, que o Reflecting Pool do Lincoln Memorial foi vandalizado, após ficar infestado de algas. Ele disse que a água precisaria ser drenada para reparos e que muitas pessoas foram detidas pela polícia.
A versão oficial sobre o ocorrido não foi confirmada por autoridades. Trump citou prisões por vandalismo, enquanto uma pessoa ouvida pela CNN afirmou ter tocado apenas um fragmento azul que se soltou durante a reforma.
A obra de reforma no espaço, iniciada no início do ano, gerou controvérsia e custos estimados em 14 milhões de dólares. O objetivo declarado era melhorar as estruturas próximas e renovar fontes.
Detenção de atleta olímpico
O canoísta olímpico David Hearn contradiz a versão das prisões. Ele relatou ter sido detido por tocar material azul no fundo da piscina, durante uma visita ao local, e depois ter sido libertado. Ele nega qualquer dano ao espelho d’água.
Hearn informou à CNN que, segundo relatos, um funcionário proibiu a entrada na água e que, após retornar à bicicleta, foi detido pela Polícia de Parques dos EUA. O atleta enfrentará multa ou acusações em 9 de julho.
Contexto da reforma
Antes, Trump descreveu a Reflecting Pool como muito suja e prometeu deixá-la bonita para refletir os monumentos ao redor. A tendência de críticas aumentou com a proximidade do 250º aniversário dos EUA.
O governo ampliou a reforma para além da limpeza, incluindo pintura do fundo em azul. A intervenção gerou ações judiciais de um grupo que contesta o processo de licenciamento ambiental. O custo subiu em relação ao orçamento inicial.
O Departamento do Interior informou, em momentos distintos, que as algas eram reincidentes e parte do processo inicial de reinicialização. Ainda assim, a administração trabalhou para eliminar o problema com limpeza e filtragem.
A CNN solicitou comentários do Departamento do Interior e da Polícia de Parques dos EUA sobre as informações apresentadas por Hearn e eventuais novas prisões.
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