- Operações de regimes estrangeiros contra dissidentes no Reino Unido estão aumentando, incluindo agressões, tentativas de sequestro, ataques com faca e atentados com ácido.
- Em março de dois mil e vinte e quatro, Pouria Zeraati foi esfaqueado em Wimbledon, em ataque considerado direcionado em nome do regime iraniano.
- Irã, Rússia, China, Índia e Arábia Saudita já foram apontados como responsáveis por ameaças a críticos no Reino Unido nos últimos anos, com mais de vinte casos ligados ao Irã desde dois mil e vinte e dois.
- Incêndios a propriedades associadas ao líder do Partido Trabalhista, Keir Starmer, em dois mil e vinte e cinco, teriam ligação com a Rússia, e houve casos de espionagem envolvendo China contra dissidentes britânicos.
- Comunidades de diáspora relatam receio, respostas insuficientes das autoridades e mudanças de moradia ou hábitos de segurança; autoridades afirmam manter ações firmes de proteção e cooperação com polícia e serviços.
A violência contra dissidentes no Reino Unido está em ascensão, com relatos de ataques, ameaças e vigilância atribuídos a regimes estrangeiros, como Irã, Rússia e China. Em Londres, um jornalista iraniano foi atacado a facadas perto de casa em março de 2024, em um possível atentado dirigido.
O caso de Pouria Zeraati, na região de Wimbledon, é classificado como ataque direcionado em favor do regime iraniano. O jornalista sobreviveu, mas o episódio integra uma série de incidents envolvendo críticos que vivenciam violência, vigilância e intimidação no país.
Relatos de moradores de diversas comunidades, incluindo paquistanesa, chinesa e iraniana, apontam ameaças, assédios sexuais, coerção econômica e ações legais ligadas a estados nacionais. As respostas oficiais têm sido vistas como aquém pelas vítimas.
Parlamentares e juristas descrevem o Reino Unido como um “terreno de caça” para regimes autoritários, citando casos de violência, perseguição e planejamento de ataques. Investigações de ameaças ao MI5 registraram aumento de 48% em um ano.
Casos recentes envolvem ataques a imóveis ligados ao líder do Partido Trabalhista Keir Starmer, com ligações a ações russas, além de prisões de indivíduos acusados de espionagem para a China em operações no Reino Unido.
Organizações e ativistas destacam que há décadas o país recebeu dissidentes de vários países, muitos temendo por suas vidas. Movimentos de exilados relatam medo, mudanças de residência frequentes e prejuízos à saúde mental.
Especialistas apontam lacunas na resposta policial a incidentes que não atingem o limiar de crime grave, deixando comunidades em estado de vulnerabilidade. Há apelos por maior reconhecimento do fenômeno e ações preventivas.
Apoio diplomático e comunicação entre autoridades britânicas e serviços de segurança permanecem em manutenção contínua, com foco na mitigação de riscos para indivíduos expostos a repressores estrangeiros.
Contexto recente
Casos de espionagem e intimidação internacional ganharam visibilidade com investigações envolvendo China, Irã e Rússia, além de ações contra ativistas de Hong Kong e grupos pró-democracia.
Relatos de vítimas e respostas
Vítimas relatam vigilância constante, uso de mensagens de ameaça e deslocamentos forçados. Autoridades indicaram que avaliações de ameaças são contínuas e medidas de proteção são adotadas conforme o risco.
Desfecho e próximos passos
Com perspectivas de novos inquéritos, o governo mantém postura de tolerância zero a intimidações. O objetivo é reduzir riscos a indivíduos que pedem asylum no país e assegurar proteção adequada.
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