- A ABC mobilizou equipes para reabrir rodovias bloqueadas há mais de um mês em ao menos cinco departamentos, após a aprovação de estado de exceção por 90 dias pelo governo.
- A liberação ocorreu na madrugada de 20 de junho de 2026 e envolveu trabalho de remoção de escombros e restauração de vias estratégicas nos vales centrais e no oeste andino, com apoio de civis e empresas contratadas.
- Regiões atingidas incluíram o Altiplano, com a rodovia La Paz-Oruro; o trecho Potosí-Ventilla-Challapata-Condo K; ligações entre Santa Cruz e o Beni; e Cochabamba, que abriu a estrada antiga para Santa Cruz e a ligação com Chuquisaca.
- Ainda persistem bloqueios em 13 pontos da Rede Viária Fundamental, em 4 departamentos, incluindo vias em Cochabamba, La Paz, Oruro e Santa Cruz.
- O país vive crise política e econômica; bloqueios causaram desabastecimento de combustíveis, alimentos e remédios. O Brasil enviou ajuda humanitária, com 21 toneladas de alimentos transportadas por avião da Força Aérea Brasileira.
A ABC (Administradora Boliviana de Carreteras) informou que equipes próprias e de empresas contratadas atuaram na madrugada de sábado para reabrir estradas bloqueadas há mais de 30 dias. A ação ocorreu em ao menos cinco departamentos do país, com foco em vias estratégicamente importantes.
A liberação foi realizada em vales centrais e no oeste andino, buscando restabelecer a circulação em trechos críticos. A operação envolveu atuação de equipes civis e da iniciativa privada, sob coordenação da estatal.
A liberação vem após o estado de exceção aprovado pelo governo e pela Assembleia Legislativa. A medida autoriza o uso de Forças Armadas para desbloquear vias por 90 dias, em meio à crise política e social.
Na região do Altiplano, La Paz e vias de acesso entre La Paz e Oruro tiveram desobstrução de pontos que estavam cobertos por escombros, reestabelecendo o tráfego em trechos centrais.
No departamento de Potosí, a ABC informou que o trecho Potosí-Ventilla-Challapata-Condo K ficou totalmente transitável, contribuindo para o comércio interno.
No leste, em Santa Cruz, a estrada que liga a região ao Beni foi liberada após acordo com a Federação de San Julián Norte, gerando fluxo de produtos agrícolas e carne entre o norte e o polo industrial.
Em Cochabamba, trecho conhecido como estrada antiga, que liga à Santa Cruz e à Chuquisaca, foi reaberto, assim como a via de ligação com o oeste andino. Também houve liberação de acesso ao setor de Bombeo.
Bloqueios que persistem
Apesar dos avanços, 13 pontos da Rede Viária Fundamental permanecem interrompidos em quatro departamentos. Em Cochabamba, trechos como Puente Ichilo, Puente Ñ e Puente Vinchuta seguem bloqueados.
Em La Paz, acessos a Taraco e Guaqui continuam fechados. Em Oruro, ligações com Cochabamba e La Paz permanecem interrompidas entre Japo Kasa, Lequepalca e Patacamaya. Em Santa Cruz, a área de Ascensión de Guarayos até Cerro Grande sofre interrupções.
Contexto da crise
Os bloqueios emergiram de protestos contra o governo, em resposta a cortes de subsídio de combustível e a uma lei sobre terras. A ABC registrou, em 5.jun.2026, 81 bloqueios em diversas cidades do país.
O país enfrenta desabastecimento de combustível, alimentos e medicamentos devido às interrupções. A mobilização de forças de segurança e o uso eventual de tropas têm sido discutidos no âmbito do estado de exceção aprovado.
A situação também teve desdobramentos internacionais: o Brasil enviou ajuda humanitária à Bolívia, incluindo um carregamento de alimentos e remédios, transportado pela FAB em aeronave KC-390.
Fonte: ABC e autoridades locais, com informações atualizadas até 21.jun.2026.
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