- A Colômbia decide neste domingo, 21, entre Iván Cepeda (esquerda) e Abelardo de la Espriella (direita radical) para o segundo turno da eleição presidencial.
- Abelardo de la Espriella lidera as intenções de voto, segundo La Silla Vacía, com 51% contra 44% de Cepeda, após o primeiro turno marcado por surpresa.
- O republicano Donald Trump declarou apoio a De la Espriella, que lidera pesquisas após surpreender no primeiro turno.
- O primeiro turno registrou 57,9% de participação, com cerca de 24 milhões de votos, e mostrou polarização entre os dois candidatos.
- Cepeda é apoiado pelo atual presidente Gustavo Petro e tem histórico institucional; De la Espriella é outsider e advogado associado a pautas de direita.
A Colômbia realiza neste domingo a segunda rodada das eleições presidenciais, entre o candidato de esquerda Iván Cepeda e Abelardo de la Espriella, representante da direita radical. A disputa ganha contornos internacionais pela pressão de Washington, com o apoio de Donald Trump a De la Espriella. A votação ocorre no entender dos analistas como desfecho de uma polarização histórica.
De la Espriella, advogado de carreira, lidera as intenções de voto segundo o mais recente levantamento do La Silla Vacía, com 51% contra 44% de Cepeda. O índice de indecisos é de 2% e votos brancos somam 4%. O cenário indica uma mudança expressiva em relação ao início de maio, quando Cepeda tinha vantagem.
No pleito do primeiro turno, De la Espriella obteve 43,7% dos votos, superando 10 milhões de eleitores. Cepeda ficou com 40,9%. A soma de votos dos dois candidatos atingiu 85% do total, configurando o pleito como o mais polarizado da recente história eleitoral do país. A diferença de propostas entre as both margens evidencia o apagamento do centro tradicional.
Segundo especialistas, a tendência de ruptura com o establishment favorece candidaturas de direita populista no continente. A participação foi de 57,9%, com quase 24 milhões de eleitores; o total de habilitados é superior a 41 milhões. O voto é facultativo no país, o que deixa espaço para variações no segundo turno.
Perspectivas e perfis
De la Espriella é visto como outsider que angariou apoio sem recorrer a partidos políticos tradicionais. Além da atuação jurídica, ele já acumulou apoio de setores da elite econômica, mas sem amparo formal de grandes coligações. A candidatura recebeu impulso de modelos de governos de direita na região, segundo analistas.
Cepeda, senador há vários mandatos e integrante do Polo Democrático, representa a continuidade do projeto de esquerda ligado ao atual governo. Conhecido por articular o Plano Paz Total de Petro, ele também facilitou negociações com as Farc que resultaram no acordo de paz de 2016. Aposta na institucionalidade como alavanca eleitoral.
Contexto regional
A eleição colombiana ocorre em um momento de releituras políticas na América do Sul, com resultados que conferem impulso a lideranças de direita. Em outras praças da região, cenários semelhantes marcaram a passagem de governos menos inclinados a acordos com o establishment político tradicional.
O resultado do segundo turno pode redefinir relações externas, inclusive com estratégias de cooperação regional e alinhamentos com políticas de segurança interna e combate à violência. A apuração final deverá ser divulgada após as urnas encerrarem a votação.
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