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Colombianos usam símbolos de futebol para votar durante duelo entre candidatos

Símbolos da seleção entram na campanha, ampliando o clima de final; comerciantes cobrem lojas com tapumes em Bogotá ante possíveis protestos

A médica Paula Mora, 34, veste camisa com cores da Colômbia para votar em Bogotá
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  • Colombianos usaram camisas e símbolos da seleção de futebol para votar no segundo turno das eleições presidenciais, em meio a clima de “final”.
  • Em Bogotá, apoiadores do adversário de Abelardo de la Espriella vestiam a camisa da seleção em frente aos locais de votação, enquanto outros adotaram a bandeira colombiana.
  • A campanha de Iván Cepeda distribuiu panfletos em formato de figurinhas de álbum e criou uma tabela para acompanhar os jogos da Copa; alguns apoiadores transformaram a camiseta em ferramenta política com figuras de esquerda.
  • A participação eleitoral chegou a quase vinte e quatro milhões de pessoas no primeiro turno, registrando polarização acirrada entre candidatos.
  • O voto ocorreu sob tensão, com comerciantes cobrindo lojas e bancos com tapumes após a divulgação dos resultados, e com o debate sobre aceitação dos resultados já em pauta.

Colômbia viveu um domingo marcado pela polarização eleitoral, com símbolos da seleção de futebol virando ferramenta de apoio a candidatos. No segundo turno, apoiadores de Abelardo de la Espriella entraram nas áreas de votação vestindo camisas da seleção, como forma de identificação política.

Em Bogotá e no sudoeste da cidade, eleitores do adversário Iván Cepeda apareceram com a camiseta e o boné da equipe ou enrolados na bandeira. A estratégia indiciou uso de símbolos nacionais para influenciar a percepção do eleitorado, em meio a uma disputa acirrada.

A médica Paula Mora, 34, vestia a camisa da Colômbia com um detalhe político que remete a Gaitán, figura histórica. Ela diz que a escolha buscou evitar que a camisa seja associada a um único campo político. A serigrafia de camisas com figuras de esquerda também apareceu entre apoiadores de Cepeda.

Ação e reação entre apoiadores

A campanha de Cepeda organizou panfletos que viraram cadernos e tabelas para acompanhar jogos da Copa, fortalecendo a presença de sua pauta. Em contrapartida, Espriella questionou a Federação Colombiana de Futebol quanto ao uso das camisas em atos eleitorais.

A disputa foi apelidada de Fla-Flu político, refletindo um cenário atípico para a Colômbia, que elegeu seu primeiro presidente de esquerda em 2022. Gritos em apoio a Cepeda foram registrados em locais de votação, com referências a símbolos regionais e internacionais.

O pleito ocorre em meio a um ambiente de desconfiança sobre resultados. A Colômbia mantém contagem rápida após o fechamento das urnas, mas a apuração oficial pode levar dias. Na véspera, comerciantes cobrirem lojas com tapumes temeu conflitos após a divulgação dos números.

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