- Uma pesquisa da CNN, com dados da SSRS, mostra divisão do público sobre aceitação de identidades de gênero, orientações sexuais e origens; cerca de metade acha que a sociedade foi longe demais, a outra metade não.
- Entre republicanos e independentes, houve aumento de quem acredita que o nível de aceitação foi longe demais em relação ao verão passado; aproximadamente oito em cada dez republicanos e 47% dos independentes compartilham essa visão.
- Já democratas e simpatizantes democratas veem a aceitação como não suficiente, com 60% nessa posição contra 18% que acham que foi longe demais.
- As questões têm influenciado as primárias republicanas, com anúncios contra o que chamam de agenda “woke” em estados como Carolina do Sul, Nevada e Texas, e destacando casos como James Talarico e Ken Paxton.
- O estudo também mostra diferenças por raça e gênero sobre percepções de vantagem ou desvantagem, dependendo do alinhamento partidário; a pesquisa foi realizada entre 2.480 adultos, de 7 a 31 de maio, com margem de erro de cerca de 2,7 pontos percentuais.
Após uma pesquisa da CNN realizada pela SSRS, o público americano permanece dividido sobre a aceitação de identidades de gênero, orientação sexual e origens diversas. O levantamento aponta que quase metade acredita que a sociedade já foi longe demais nesse tema, enquanto pouco menos da metade discorda.
Entre os republicanos, a percepção de que a sociedade foi longe demais cresce, atingindo cerca de 80% em alguns grupos. Entre independentes, a proporção que vê excesso de aceitação também aumentou nos últimos meses.
A pesquisa foi realizada entre 7 e 31 de maio com 2.480 adultos em território nacional. A amostra combinou entrevistas online e por telefone, com margem de erro de aproximadamente 2,7 pontos. Os dados ajudam a entender o ambiente político em intensificação de temas culturais.
James Talarico, ex-candidato a senador pelo Texas, havia defendido ideias associadas à diversidade de gênero, incluindo afirmações sobre seis sexos e uma visão não-binária de Deus. Ele agora se distancia de parte dessas declarações, chamando-as de constrangedoras.
Candidatos republicanos têm utilizado o tema da chamada cultura woke para atacar adversários democratas e moldar o discurso de campanhas, especialmente em disputas primárias. Pamela Evette, por exemplo, destacou ataques a democratas para justificar cortes de financiamento a instituições que repudiem o discurso conservador.
No Texas, Talarico enfrenta anúncios que exploram comentários antigos, enquanto o concorrente Ken Paxton é apresentado como crítico das posições defendidas pelo democrata. Em Nevada, David Flippo veicula mensagens contra James Settelmeyer, citando votações anteriores.
Entre democratas e simpatizantes, o coalizão do partido tende a enxergar a mudança cultural como insuficiente, com 60% respondendo que a sociedade ainda não avançou o bastante. Esse viés contrasta com 18% que acreditam que não houve progresso suficiente.
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Mudanças de tema sinalizadas pela pesquisa
- A pesquisa da CNN destaca que a economia é percebida como o tema mais importante neste ano, embora os debates sobre identidade e cultura permaneçam relevantes para campanhas e estratégias eleitorais.
Impacto nas campanhas e no eleitorado
- As disputas entre republicanos e democratas se concentram em mensagens sobre diversidade, liberdades civis e controle institucional, com impactos diretos sobre a comunicação de campanhas e o voto político.
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