- Representantes dos Estados Unidos e do Irã iniciaram conversas na Suíça (Burgenstock) para buscar um acordo de paz sobre o programa nuclear e a reabertura definitiva do Estreito de Ormuz, com a participação mediadora do Catar e do Paquistão; o vice-presidente americano, JD Vance, e o ministro das Relações Exteriores iraniano, Abbas Araghchi, estiveram presentes.
- O objetivo é avançar em um acordo provisório que permita a suspensão de hostilidades e trate ainda de questões como sanções, ativos iranianos congelados e o retorno do comércio no estreito.
- O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, novamente deixou ameaças contra o Irã em relação a possíveis ataques caso os ataques do Hezbollah a Israel continuem, além de falar sobre potenciais cobranças caso não haja acordo.
- Autoridades ressaltam que as negociações representam o início de um processo técnico longo, que dependerá de posições divergentes entre Washington e Teerã e do apoio de Israel para avanços, especialmente em relação ao Líbano.
- No fluxo no Estreito de Ormuz, houve movimentação nos últimos dias, com navios que seguem operando no canal estratégico, sinalizando que o trânsito continua mesmo com as negociações em curso.
Na Suíça, representantes dos EUA e do Irã iniciaram neste domingo conversas para buscar um acordo de paz definitivo que envolva o programa nuclear iraniano e a reabertura permanente do Estreito de Ormuz. O encontro ocorre no resort Burgenstock, com a participação de mediadores do Catar e do Paquistão.
O desenrolar das negociações é marcado por momentos de impasse e mensagens públicas de descontentamento. O vice-presidente dos EUA, JD Vance, e o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, conduzem as negociações ao lado de equipes técnicas. As partes buscam alinhar posições sobre sanções, ativos congelados e garantias de segurança na região.
O contexto e as motivações
Trump condicionou avanços aos ataques ao Irã caso o Hezbollah persista na escalada com Israel. Em tom de advertência, o presidente afirmou, por meio das redes, que o país pode impor tributos caso não haja acordo. As declarações ocorrem em meio a tensões regionais que já afetam o Líbano e o Golfo.
As negociações envolvem ainda o tema do Estreito de Ormuz, pela importância na passagem de petróleo, e a possibilidade de retorno de ativos iranianos congelados. A expectativa é que um acordo provisório seja alcançado, com possibilidade de prorrogação, conforme memorando firmado entre as partes.
Desdobramentos e cenários
Segundo autoridades próximas aos trabalhos, o progresso depende de apoio internacional, inclusive de Israel, que não participa diretamente das negociações. O andamento também envolve questões sobre segurança no Líbano e uma eventual retirada de forças, que influenciam o ambiente de negociação.
As delegações iniciaram o encontro às 14h45 no horário local e devem manter conversas até a manhã de segunda-feira, conforme estimativas dos organizadores. Mediadores ressaltam que o objetivo é avançar em aspectos técnicos, ainda que persista divergência entre as partes.
As informações sobre as conversas foram atualizadas pela imprensa ao longo da tarde, com foco nos pontos centrais: programa nuclear, comércio no Ormuz, sanções e o futuro do Líbano. As autoridades ressaltam que o resultado depende de decisões candidas a favorecer a paz na região.
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