- EUA e Irã trabalham em um acordo de paz definitivo em um resort na Suíça, com o vice‑presidente dos EUA, JD Vance, e o negociador iraniano Mohammad Baqer Qalibaf; a mediação fica com o Paquistão, liderado por Shehbaz Sharif, e houve um cessar-fogo de sessenta dias para avançar a assinatura do pacto.
- Reuniões seguem com participação de Catar e Paquistão, além de uma reunião quadrilateral Irã‑Estados Unidos‑Catar‑Paquistão, com Iran disponibilizando ministros e especialistas para as negociações.
- A Guarda Revolucionária Islâmica declarou novo fechamento do estreito de Ormuz em resposta a ataques de Israel ao Hezbollah; os EUA afirmam não haver evidências de fechamento, enquanto 55 navios mercantes teriam transitado pelo estreito no sábado.
- Israel, ausente das conversas, afirma ter atacado alvos do Hezbollah no sul do Líbano e no Vale do Bekaa; o Hezbollah ameaça impedir liberdade de movimento de Israel no Líbano.
- O saldo de mortos no Líbano é de 16 em ataques israelenses no fim de semana; no total, o Ministério da Saúde do Líbano aponta 4.057 mortos desde 2 de março, enquanto autoridades israelenses dizem ter perdido 32 soldados e 4 civis.
Os EUA e o Irã se reuniram na Suíça, em um resort em Stansstad, para avançar um acordo de paz. O objetivo é selar um pacto definitivo, com mediação de Shehbaz Sharif, primeiro-ministro do Paquistão. Vance, vice-presidente dos EUA, lidera a delegação americana; Mohammad Baqer Qalibaf comanda os negociadores iranianos.
Além de Qalibaf, compõem a delegação iraniana o ministro das Relações Exteriores, Abbas Araqchi, e altos representantes de segurança, setor bancário e petróleo. A reunião contou com a presença de representantes de Catar e Paquistão, conforme anúncio do chanceler iraniano.
A conversa ocorre após um acordo de cessar-fogo de 60 dias, anunciado entre autoridades dos EUA e do Irã, visando alcançar uma paz duradoura. A reunião de hoje é vista como etapa relevante para a implementação desse compromisso.
Estreito de Ormuz e desdobramentos
O Irã ordenou o fechamento do estreito de Ormuz, citando ataques israelenses ao Líbano como justificativa. A Guarda Revolucionária afirmou que a segurança de navios ficaria em risco caso se aproximassem da passagem estratégica, embora o Comando Central dos EUA tenha indicado que 55 navios mercantes passaram pelo estreito no último sábado.
Críticos às ações iranianas questionam a efetividade de um fechamento percepcionado como temporário. O Irã afirma que a medida é para impedir violações de compromissos de cessar-fogo e para responder aos ataques israelenses.
Conflito no Líbano e impacto nas negociações
A situação no Líbano permanece tensa. Ataques aéreos em território libanês foram atribuídos a Israel, com dezenas de feridos e mortos em bairros do sul do Líbano e do Vale do Bekaa. O Hezbollah, aliado do Irã, também participou dos confrontos.
O Líbano informou 16 mortos em ataques de sábado, ocorridos pouco após a vigência de uma trégua. Israel afirmou agir em resposta a ações do Hezbollah. O Irã e os EUA mantêm posições divergentes sobre a participação de Israel nas negociações.
O governo libanês detalhou o impacto humano, citando milhares de mortes desde março, incluindo profissionais de saúde e civis. Enquanto isso, Israel reforça que continuará atuando contra ameaças que julga existir no território.
Entre na conversa da comunidade