- Figuras políticas de esquerda e direita dos EUA retomaram críticas ao acordo provisório com o Irã, enquanto o presidente Trump ameaça retomar ataques caso Teerã não controle seu proxy no Líbano.
- Susan Rice classificou o memorando de entendimento assinado em Paris como frágil e “rendição”, dizendo que concessões não deveriam ter sido feitas antes de um acordo completo.
- O senador John Cornyn advertiu que sanções não impediram o Irã e que o uso de dinheiro liberado pode financiar mísseis balísticos e enriquecimento de urânio.
- O vice-presidente J. D. Vance elogiou o progresso das negociações diretas em Lucerna, na Suíça, dizendo que ainda há avanços a fazer.
- O secretário de Energia, Chris Wright, afirmou que as conversas em Lucerna definem objetivos iranianos e possíveis concessões, sem prever impactos imediatos nos preços da gasolina nos EUA.
O que aconteceu: figuras políticas dos EUA criticaram um acordo provisório com o Irã promovido pela gestão de Donald Trump, enquanto o presidente fez novas ameaças caso o Irã não repita controlar seus aliados no Líbano. O vice-presidente, JD Vance, elogiou o andamento das negociações diretas na Suíça.
Quem está envolvido: senadores de ambos os lados do espectro, como John Cornyn (republicano do Texas) e Susan Rice (democrata, ex-alta funcionária de Obama), além de Cory Booker (democrata de Nova Jérsia) que reagiu a críticas ao acordo. Também participaram o secretário de Energia, Chris Wright, e a equipa de negociação de Washington.
Quando e onde: as declarações se seguiram ao encerramento da primeira rodada de conversas cara a cara entre EUA e Irã em Lake Lucerne, Suíça, no fim de semana. Trump sustentou ameaças de retomar ataques se o Irã não cooperar e conter seus aliados, principalmente no Líbano.
Por quê: Cornyn destacou que sanções econômicas não dissiparam o alcance de regimes hostis e alertou que o dinheiro iraniano poderia financiar a reconstrução de capacidades militares. Rice chamou o acordo de concessões esmagadoras e pediu que
as liberações financeiras fossem condicionadas a avanços no programa nuclear.
Desdobramentos e avaliações: Rice argumentou que o acordo anterior de Obama não liberou sanções até um acordo completo e criticou a ausência de limitações ao uso de ativos congelados no atual memorando. Booker classificou o MOU como violento para a credibilidade dos EUA, comparando a situação a um resgate indevido.
Progresso nas negociações: Vance afirmou que houve grande avanço nas horas recentes e que novas metas devem surgir nos próximos momentos. Em paralelo, o secretário Wright disse que as negociações ajudam a esclarecer objetivos iranianos e possíveis compensações, sem prever quando os preços de energia nos EUA retornariam aos níveis pré-guerra.
Observação sobre o contexto regional: as discussões ocorrem em meio a operações israelenses no Líbano, com declarações de que o cenário permanece complexo, exigindo continuidade de contatos para reduzir riscos de escalada.
Impacto energético: Wright afirmou que a dinâmica no estreito de Hormuz mudou, alterando o poder de negociação do Irã. Ele acrescentou que fluxos de petróleo e gás já voltaram à normalidade, independentemente do desfecho das negociações.
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