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Vance classifica negociações com Irã como históricas e pede nova página

Negociações entre os Estados Unidos e o Irã, mediadas por Paquistão e Catar, são consideradas históricas, com objetivo de virar a página e frear armas nucleares

Vice-presidente dos EUA, JD Vance, à direita, aperta a mão do chefe do Estado-Maior do Exército do Paquistão, Asim Munir, à esquerda, durante negociações com o Irã.
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  • O vice-presidente dos EUA, JD Vance, chamou as negociações com o Irã, iniciadas neste domingo em Bürgenstock, Suíça, de históricas, dizendo que buscam virar a página nas relações bilaterais.
  • As conversas contam com mediação do Paquistão e do Catar, supervisionadas pelo primeiro-ministro paquistanês, Shehbaz Sharif, e pelo chefe do Exército, Asim Munir.
  • O objetivo é um protocolo de acordo que, se o Irã renunciar a ser fator de instabilidade regional e abandonar a ambição de armas nucleares, poderá transformar a relação entre os dois países.
  • O Irã anunciou o fechamento do Estreito de Ormuz, alegando violações do cessar-fogo, o que afeta uma das rotas de petróleo mais importantes; o país afirmou que não reabrirá a rota até que o cessar-fogo no Líbano seja respeitado e haja isenções para venda de petróleo.
  • Washington contestou a versão iraniana, afirmando que não há evidências de interrupção efetiva do tráfego no estreito.

Na Suíça, o vice-presidente dos EUA, JD Vance, classificou as negociações com o Irã como históricas e afirmou que o objetivo é virar uma nova página nas relações entre os dois países. O encontro começou neste domingo, em Bürgenstock, nos Alpes, com a mediação de Paquistão e Catar.

Segundo Vance, o governo americano propõe transformar a relação com o Irã caso seus líderes estejam dispostos a renunciar a ações que gerem instabilidade regional e a abandonar qualquer ambição de armas nucleares. O diálogo visa, portanto, avanços duradouros na região.

As negociações contam com supervisão direta do Paquistão, representado pelo primeiro-ministro Shehbaz Sharif, e pelo chefe do Exército, Asim Munir, conforme informações do Ministério das Relações Exteriores paquistanês.

O encontro ocorre no momento em que o Irã anunciou o fechamento do Estreito de Ormuz, uma rota vital para o transporte de petróleo e gás, em retaliação a violações do acordo provisório, segundo Teerã. O governo iraniano citou ações de Estados Unidos e Israel.

A agência Tasnim informou que o estreito permaneceria fechado até que o cessar-fogo no Líbano fosse respeitado e que havendo isenções, poderia voltar a operar para permitir a venda de petróleo iraniano. Washington contestou essa versão.

Antes de viajar à Suíça, Vance afirmou não haver evidência pública de interrupção efetiva do tráfego no estreito, o que alimenta incertezas sobre a situação real na região. A imprensa acompanha as negociações com cautela, ressaltando a importância das próximas etapas.

As negociações, abertas neste domingo, devem seguir com encontros de alto nível entre representantes dos EUA, Irã e mediadores paquistanês e catarianos, mantendo o foco em mecanismos de verificação e condições para uma normalização de relações.

Autoridades envolvidas ainda não divulgaram datas para próximas rodadas. O desenrolar do diálogo pode influenciar a estabilidade regional e questões energéticas que afetam mercados globais.

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