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Arnaldo Ribeiro, apontado como fornecedor de armas do CV, movimentou R$ 150 milhões

Arnaldo Ribeiro, fornecedor de armas do Comando Vermelho, é preso no Suriname; Polícia Federal investiga movimentação de R$ 150 milhões

Arnaldo Ribeiro — Foto: Reprodução
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  • Arnaldo Ribeiro, apontado como fornecedor de armas do Comando Vermelho, foi preso no fim de semana em Paramaribo, Suriname, durante a Operação Red Fox.
  • Segundo a PF, Ribeiro morava numa mansão na capital do Suriname e teria controlado a rota que originou a operação, com a negociação de dez fuzis AK-47 com o traficante Doca.
  • As investigações apontam uma movimentação financeira de aproximadamente R$ 153 milhões em suas contas, considerados atípicos pelos agentes.
  • A ação envolveu 13 mandados de prisão e o bloqueio de meio bilhão de reais em bens, além da suspensão das atividades da empresa de fachada ligada ao esquema.
  • Ribeiro, considerado recebedor direto do dinheiro, repassava os valores para outros operadores; a mulher dele, Denise Mendonça, teve também repasse de cerca de R$ 26,6 milhões.

Arnaldo Ribeiro, apontado como fornecedor de armas do Comando Vermelho, foi preso durante a Operação Red Fox. A prisão ocorreu no fim de semana, em Paramaribo, capital do Suriname, após a PF identificar uma rota que ligava a aquisição de armamento ao território estrangeiro. A investigação aponta que a mudança para o Suriname ocorreu em outubro de 2025.

O suspeito, maranhense de 40 anos, estava baseado em Paramaribo, em uma mansão. A PF o considera o principal fornecedor de armas da facção carioca que atua pela fronteira norte. No Suriname, ele manteria o controle da rota de suprimentos que gerou a operação deflagrada pela Polícia Federal.

As apurações chamaram atenção para uma movimentação atípica de cerca de R$ 153 milhões em contas de Arnaldo Ribeiro. A PF investiga também repasses a terceiros, incluindo a esposa, Denise Mendonça, para quem teriam sido enviados aproximadamente R$ 26,6 milhões.

Operação e desdobramentos

A Red Fox teve 13 mandados de prisão expedidos pela 5ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro. As autoridades also determinaram o bloqueio de meio bilhão de reais em bens e a suspensão de atividades de uma empresa de fachada ligada ao esquema.

Segundo o Gaeco/MPF, Arnaldo Ribeiro é suspeito de receber o montante referente à venda de armas e repassar os valores a outros operadores. A mulher dele também foi alvo de investigação por movimentações financeiras associadas ao esquema.

Arnaldo Ribeiro e Denise Mendonça foram detidos pela polícia surinamesa em Paramaribo e extraditados. Eles chegaram a Belém (PA), onde receberam a entrega de voz de prisão pela PF. A operação segue sob escrutínio das autoridades brasileiras.

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