- Nove membros da Igreja Zion foram libertados após mais de oito meses de detenção na China, em Beihai, após o fim do período máximo de detenção investigativa permitido por lei.
- Ainda presos, nove líderes da igreja respondem a novas acusações de operações comerciais ilegais e fraude, e foram transferidos para a Procuradoria do Povo do Distrito de Yinhai.
- A Zion afirma que suas atividades de treinamento bíblico não são negócio ilegal e que as ofertas são doações voluntárias, solicitando a retirada das acusações.
- O caso começou em outubro de 2025; a igreja foi proibida em setembro de 2018 e, hoje, tem cerca de dez mil fiéis em quarenta cidades, sendo uma das maiores redes de igrejas domésticas da China.
- Reações internacionais pedem liberação dos detidos: o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, destacou hostilidade do governo chinês a cristãos de igrejas domésticas não registradas; ex-vice-presidente Pence e ex-secretário Pompeo também se posicionaram.
Nove membros da Igreja Zion foram libertados após mais de oito meses detidos na China. A liberação ocorreu no sexto dia do mês de junho, após o fim do período máximo de detenção investigativa permitido pela lei local. Os libertados estavam no centro de detenção em Beihai.
A igreja, uma das maiores redes de casas religiosas do país, enfrenta restrições desde 2018, quando foi proibida após resistir à instalação de câmeras na sede em Pequim. Ainda assim, novas acusações passaram a envolver outros líderes do grupo.
Os nove cristãos libertados são Sun Cong, Liu Jiang, Li Shengjuan, Wei Yunfei, An Mei, Zhan Ge, Hu Yanzi, Mei Liming e Zhu Mingli. Familiares os aguardavam do lado de fora, segundo a igreja. De acordo com a organização ChinaAid, todos aparentavam boa condição física e mental.
Liderança continua presa
Entre os que permanecem detidos, nove líderes da igreja enfrentam acusações de operações comerciais ilegais e fraude, conforme informou a ChinaAid. Os envolvidos teriam sido transferidos para a Procuradoria do Povo do Distrito de Yinhai, em Beihai, para prosseguimento das ações legais.
A defesa dos paste res e de demais membros ainda não teve acesso completo aos autos, e a igreja planeja apresentar defesas de inocência. A instituição negou as acusações de operações comerciais ilegais, afirmando que as atividades de treinamento bíblico não constituem negócio ilegal e que as ofertas são doações voluntárias.
Contexto e repercussões
O caso teve início em outubro de 2025, quando cerca de 30 membros, incluindo o pastor fundador Ezra Jin Mingri, foram presos em operações noturnas. A Zion foi fundada em 2007 e expandiu-se para cerca de 10 mil fiéis em 40 cidades.
O episódio gerou reações internacionais, com o Secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, cobrando a libertação dos líderes e destacando suposta hostilidade do governo chinês a cristãos que não reconhecem a interferência estatal. Ex-autoridades americanas também se manifestaram.
A Igreja Zion permanece sob pressão estatal, enquanto a China figura entre as nações com maior pressão sobre práticas religiosas não registradas, conforme a Missão Portas Abertas.
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