- A demanda por ingressos para a turnê mundial do BTS é cerca de 15 vezes maior que a oferta na Ásia, tornando fãs alvo fácil de golpes.
- Fãs do Sudeste Asiático já perderam mais de US$ 100 mil com golpes envolvendo contas falsas e promessas de acesso a ingressos, além de golpes em grupos online.
- A indonésia Vevee gastou US$ 1,2 mil em quatro ingressos VIP vendidos por terceiros; após o pagamento, a conta desapareceu e não houve recebimento dos ingressos.
- Autoridades e plataformas intensificam a fiscalização: a Tailândia ouve parlamentares, Singapura suspendeu revenda de ingressos até 22 de dezembro, e a Ticketmaster adotou verificação por e-mail e combate a cambistas com IA.
- A turnê segue com novas datas sendo anunciadas para atender à demanda, com ingressos na região variando entre US$ 100 e US$ 300.
A demanda por ingressos da turnê mundial do BTS supera a oferta em cerca de 15 para 1, o que transformou a busca por entradas em um terreno fértil para golpes online. Fãs de várias regiões, incluindo o Sudeste Asiático, enfrentam longas filas virtuais e altas perdas financeiras.
No Indonesia, a jovem Vevee, de 26 anos, esperou horas na fila do Ticketmaster em 9 de junho e teve a compra recusada por esgotamento. Buscou alternativas, adquiriu quatro ingressos VIP por US$ 1,2 mil via uma conta no X, e ficou sem retorno após o pagamento. Ingressos disputados também elevaram o prejuízo a mais de US$ 100 mil na região, com casos registrados no Sudeste Asiático.
No geral, a turnê, iniciada em abril e com shows até 2027, passará por 34 cidades, em cinco países do Sudeste Asiático. Nas Filipinas, Indonésia, Malásia, Singapura e Tailândia, fãs aguardam novas datas e repetem estratégias para evitar golpes. As autoridades mantêm alerta constante sobre práticas enganosas entre comunidades de fãs.
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Golpistas fingem urgência
Em Singapura, a polícia recebeu dezenas de denúncias desde 1º de junho, com prejuízos superiores a US$ 270 mil. A plataforma Carousell suspendeu a revenda de ingressos até 22 de dezembro para evitar novas fraudes. Na Malásia, 28 relatos também apontam tentativas de golpe com promessas de guias de compra.
A BBC aponta que o grupo BTS, junto com a Hybe, pode faturar quase US$ 2 bilhões com a turnê, produtos e licenciamento. A procura elevada alimenta o comércio paralelo, com golpes que prometem acessos exclusivos ou descontos, mas desaparecem após a transferência financeira.
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Medidas de segurança e relatos de vítimas
A Ticketmaster informou que reforçou a luta contra cambistas e bots, com IA e regras mais rígidas, verificando ingressos por e-mails e impedindo a entrada de compradores com ingressos revendidos. Fãs são aconselhados a adquirir ingressos apenas por fontes oficiais.
Entre as vítimas, Vevee descreve lutas intensas para conseguir ingressos, inclusive buscando redes de computadores em cibercafés ou alugando dispositivos. Em Bangkok, outra vítima, que transferiu dinheiro a uma suposta intermediária, não recebeu os ingressos de volta e encerrou o contato.
Parlamentares tailandeses recebem relatos de 126 fãs que investiram valores significativos a uma conta vinculada a uma promessa de vagas. A investigação busca identificar contas envolvidas nas transações e recuperar parte dos recursos.
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Com reportagem adicional de Virma Simonette Rivera, em Manila, a cobertura evidencia o peso da demanda por ingressos e a persistência dos golpes, que seguem afetando fãs que sonham em ver o BTS ao vivo. O grupo retorna aos palcos com shows que prometem atrair milhares de pessoas em toda a região.
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