- O primeiro-ministro de Israel, Binyamin Netanyahu, afirmou que o Exército tem total liberdade de ação no sul do Líbano e manterá as tropas lá pelo tempo necessário.
- A declaração ocorreu após negociações entre Estados Unidos e Irã na Suíça, que buscam encerrar as hostilidades em todas as frentes do Oriente Médio, incluindo o Líbano.
- O Irã disse ter interrompido novamente o tráfego no estreito de Hormuz e criticou que as negociações não abordariam o programa nuclear iraniano.
- Ainda não há sinais claros de fim dos combates no Líbano, apesar de o domingo ter sido mais tranquilo na região.
- Um relatório da ONU e do CNRS indica que o conflito destruiu 11.095 edifícios no Líbano, com perdas de US$ 1,38 bilhão e mais de um milhão de deslocados.
O premiê de Israel, Binyamin Netanyahu, afirmou nesta segunda-feira que o Exército tem total liberdade de ação no sul do Líbano para neutralizar ameaças diretas ou potenciais, sem restrições, e que as tropas permanecerão na região pelo tempo que for necessário. A declaração foi divulgada pelo gabinete dele.
A fala ocorre após negociações entre Estados Unidos e Irã, realizadas na Suíça neste fim de semana, que teriam apontado para o fim da guerra em todas as frentes, inclusive no Líbano, segundo interlocutores envolvidos do processo de mediação.
Além disso, o Irã considerou que os EUA não cumpriram compromissos para cessar combates no Líbano e afirmou ter interrompido o tráfego marítimo no estreito de Hormuz. As negociações dominavam o tema nuclear iraniano, segundo fontes presentes na mediação.
Progresso e tensões na região
O vice-presidente dos EUA, J. D. Vance, minimizou o impacto da violência no Líbano, afirmando que houve avanços que aproximam de um fim das hostilidades. A posição de Washington é apresentada como parte de um esforço de mediação com parceiros regionais.
Nos Estados Unidos, o ex-presidente Donald Trump reiterou ameaças caso o Irã não controle seus aliados, citando possíveis ataques se não forem contidos. A declaração foi feita por meio de redes sociais, associando acusações ao Hezbollah.
Apesar do anúncio de cessar-fogo, os sinais de fim de combates continuam incertos. O período recente registrou dias de ataques israelenses e disparos de militantes no Líbano, com o domingo sendo considerado relativamente mais calmo até o anoitecer.
Destruição e impactos no Líbano
Um estudo conjunto da ONU e do CNRS do Líbano, divulgado nesta segunda, aponta destruição total de 11.095 edifícios e prejuízos estimados em US$ 1,38 bilhão. O levantamento também indica 17.891 residências afetadas, com milhares de imóveis danificados.
Segundo o relatório, mais de um milhão de pessoas foram deslocadas dentro do Líbano desde o início do conflito, com vítimas concentradas em áreas urbanas do sul do país. O trabalho comparou imagens de satélite de abril com registros de outubro de 2025.
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