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Petro denuncia falta de transparência e alterações nas atas de apuração

Petro denuncia falta de transparência na recontagem e adulteração de atas de apuração, exige auditoria do software e recuperação de assinaturas digitais

Gustavo Petro diz que supostas alterações são 'crimes contra o voto'
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  • O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, disse não reconhecer os resultados do segundo turno e pediu transparência na recontagem.
  • Ele afirma que houve adulteração de muitas atas de apuração, os formulários E-14, com evidências apresentadas de forma fraudulenta.
  • Petro pediu auditoria técnica do software antes do primeiro turno e a recuperação da assinatura digital para evitar alterações no segundo turno.
  • Ele afirma que as mudanças ocorreram nos escritórios da empresa Thomas Greg & Sons, ligada à organização das eleições, citando presunção de irregularidades.
  • Resultados preliminares apontam Abelardo de la Espriella como vencedor com 49,6% dos votos; Iván Cepeda disse que contestará pelo menos 33 mil seções eleitorais.

O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, não reconhece os resultados das eleições do último domingo e acusa falta de transparência no processo de recontagem. Em mensagens divulgadas nas redes, ele sustenta que houve alterações em diversas atas de apuração dos formulários E-14 e afirma ter evidências de adulteração.

Petro aponta que solicitou antes do primeiro turno uma auditoria técnica do software utilizado na apuração e, para o segundo turno, pediu a recuperação da assinatura digital desses documentos para impedir mudanças posteriores. Segundo o presidente, as exigências não foram atendidas pelo secretário eleitoral Hernán Penagos nem pelo procurador-geral Gregorio Eljach, o que ele atribui a uma tentativa de manchar a integridade do pleito.

O chefe de Estado também descreve supostas alterações como premeditadas e ocorridas nos escritórios da empresa associada à organização das eleições, mencionando a relação com a empresa Thomas Greg & Sons. Além disso, ressalta que a falta de transparência eleitoral configura possível crime contra o voto e afirma que houve resistência institucional às suas solicitações.

Enquanto isso, resultados preliminares indicam que Abelardo de la Espriella, da oposição, venceu o segundo turno com 49,6% dos votos, cerca de 250 mil votos acima de Iván Cepeda, que lidera a campanha do candidato apoiado por Petro. Cepeda afirma que a contagem não é oficial e que contestará parte das seções eleitorais.

Reações e próximos passos

Petro defende a realização de uma revisão digital de 122 mil formulários E-14 e sustenta a necessidade de um acordo nacional que inclua reformas profundas no sistema eleitoral para assegurar transparência e soberania. Ele acusa ainda o secretário Penagos de ter causado danos à legitimidade do processo e propõe mudanças para evitar fraudes em eleições futuras.

As informações sobre o resultado e as alegações em torno das atas seguem sob apuração, com autoridades eleitorais coletando dados, avaliando os pedidos de auditoria e avaliando a eventual adoção de novas medidas de transparência no processo de apuração.

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