- Dados de rastreamento indicam passagem de cerca de 20 milhões de barris de petróleo pelo Estreito de Ormuz no fim de semana, maior fluxo desde antes da guerra.
- O Irã afirma que o estreito está fechado, mas o Exército dos EUA mantém que a via está aberta.
- Nesta manhã, o Irã também transportou cerca de 6 milhões de barris pelo estreito.
- Quatro petroleiros de gás natural liquefeito (GNL) cruzaram o estreito nesta segunda-feira, ligando-se ao Catar ou a contratos com o país.
- O Catar interrompeu a produção após o início do conflito e houve um incidente técnico que provocou explosão na zona industrial de Ras Laffan, gerando preocupações sobre a oferta de gás.
O Estreito de Ormuz registra o fluxo de petróleo mais acelerado desde o início da guerra entre EUA e Israel contra o Irã, apesar de Teerã sustentar que o principal ponto de estrangulamento da rota está fechado. Dados de rastreamento indicam passagem de cerca de 20 milhões de barris de petróleo bruto no fim de semana, maior volume desde o período anterior ao conflito.
Petroleiros que trafegaram pelo estreito na sexta, sábado e domingo somaram aproximadamente 20 milhões de barris, segundo a Bloomberg. No início desta manhã, o Irã informou ter transportado 6 milhões de barris. Estimativas de terceiros indicam ainda cru a caminho por outras vias do Golfo Pérsico.
Quatro navios de GNL em lastro, operados por uma companhia de navegação do Catar ou sob contratos de afretamento com o país, cruzaram Ormuz nesta segunda-feira, segundo dados da empresa de rastreamento Kpler. O Catar é um dos maiores exportadores mundiais de GNL.
O Catar interrompeu temporariamente a produção de gás após o início da guerra, citando o bloqueio da passagem por Ormuz e ataques iranianos a infraestruturas de energia. Ontem, houve um incidente técnico com explosão na zona industrial de Ras Laffan, elevando preocupações sobre a oferta de gás.
Segundo a Kpler, 19 petroleiros ultrapassaram o estreito no sábado, 14 no domingo, e, até esta manhã, nove já haviam saído do Golfo Pérsico, com três entrando. O volume atual está abaixo das taxas registradas antes do conflito, porém demonstra continuidade do tráfego.
Enquanto parte das informações sinaliza abertura da rota, a segurança iraniana afirmou ter fechado o estreito, caso em que o Exército dos EUA mantém a posição de que a via permanece aberta. A discrepância alimenta dúvidas sobre o controle real da passagem e o andamento do transporte regional.
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