- Tiros de Israel no sul do Líbano mataram duas pessoas nesta terça-feira (23), segundo a Defesa Civil libanesa e a imprensa estatal.
- As mortes ocorrem durante a pausa do cessar-fogo entre o Hezbollah e as forças israelenses, a mais longa desde o início do conflito na região.
- O Hezbollah chamou o incidente de violação do acordo de cessar-fogo e disse que os disparos foram condenados; não houve details sobre retaliação.
- O Irã pediu que Israel suspenda as operações no Líbano; EUA e Irã formaram uma “célula de coordenação” para garantir o cumprimento do fim das hostilidades, conforme comunicado divulgado.
- Do lado libanês, o conflito já deixou mais de quatro mil pessoas mortas e cerca de 1,2 milhão de deslocados; em Israel, pelo menos trinta e duas tropas e quatro civis morreram.
Dois mortos no sul do Líbano após ataques de Israel; Hezbollah chama violação do cessar-fogo
Tiros disparados por Israel provocaram a morte de duas pessoas no sul do Líbano nesta terça-feira, 23. A Defesa Civil libanesa e a imprensa estatal confirmaram as vítimas, em meio a uma tentativa de desobstruir uma estrada.
O incidente ocorreu próximo a uma escavadeira em trabalho na área de Al-Deir, no distrito de Nabatieh al-Fawqa. Não está claro se houve um segundo disparo em outra localização neste mesmo evento.
Forças israelenses afirmaram ter atingido terroristas armados que ameaçavam soldados na colina Ali al-Taher, dentro de uma zona de segurança no sul do país. As informações oficiais divergem sobre se se tratava do mesmo episódio.
Violação do cessar-fogo?
O Hezbollah considerou o ataque uma violação do acordo de cessar-fogo, instaurado para a região desde o domingo, a pausa mais longa da guerra que se estende desde o conflito envolvendo EUA, Irã e aliados. Ainda não houve anúncio de retaliação.
O Irã pediu a suspensão das operações militares no Líbano como parte de um memorando de entendimento com os Estados Unidos, assinado recentemente por meio de mediadores. A dimensão do acordo envolve também a influência do Paquistão e do Catar.
Em Genebra, o embaixador iraniano às Nações Unidas declarou que violações no Líbano prejudicam as negociações de paz e pediu que Washington pressione Israel para interromper ataques. O texto ressalta a importância do Líbano no processo.
Um comunicado conjunto divulgado na véspera, após negociações entre EUA e Irã, indicou a criação de uma célula de coordenação para garantir o cumprimento do fim das hostilidades no Líbano. As forças israelenses permanecem posicionadas no sul.
Contexto da ofensiva
Desde 2 de março, a região vive uma rodada de hostilidades entre Israel e o Hezbollah, em resposta ao conflito mais amplo envolvendo EUA, Irã e aliados. O conflito no Líbano já deixou mais de 4 mil mortos, segundo o Ministério da Saúde libanês.
Milhares de pessoas foram forçadas a deixar suas casas, conforme autoridades locais. Do lado israelense, a ofensiva deixou dezenas de vítimas civis e militares ao longo das semanas.
A situação no sul do Líbano permanece tensa, com as forças israelenses mantendo presença significativa em áreas profundas do território, enquanto o Hezbollah e seus apoiadores acompanham os desdobramentos das negociações em curso.
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