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Brasileira condenada na Coreia do Sul por stalking e invasão à casa de Jungkook

Brasileira é condenada na Coreia do Sul a um ano de prisão com pena suspensa por dois anos por perseguição e invasão à casa de Jung Kook, do BTS

Jung kook, do BTS — Foto: Reprodução/Instagram @bts.bighitofficial
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  • Brasileira de 30 anos foi condenada na Coreia do Sul a um ano de prisão, com pena suspensa por dois anos, por perseguição e invasão de propriedade envolvendo Jung Kook, do BTS.
  • Ela estava detida desde 27 de fevereiro e, em Seul, já havia ido à casa do cantor mais de vinte vezes e tocado a campainha 133 vezes.
  • O tribunal (Tribunal Distrital Ocidental de Seul) considerou agravantes o descumprimento de advertências e de medidas emergenciais; avaliou que a brasileira agiu para expressar sentimentos, sem intenção de causar danos diretos.
  • A pena suspensa significa que não haverá prisão imediata, desde que não haja novas infrações em dois anos; a deportação pode ocorrer após a sentença tornar-se definitiva.
  • Familiares no Brasil disseram que a jovem tem transtorno mental; o caso ganhou repercussão internacional e o consulado acompanha a situação.

A brasileira de 30 anos foi condenada na Coreia do Sul por perseguição e invasão à residência de Jung Kook, do BTS. A decisão foi anunciada após a Justiça analisar o caso ocorrido em Seul, no distrito de Yongsan, e considerar a gravidade das ações. A sentença ficou em um ano de prisão com pena suspensa por dois anos, condicionada ao cumprimento de medidas e ao comportamento futuro da ré.

A Justiça destacou que a visitante chegou a tocar a campainha 133 vezes na madrugada de 12 de dezembro, após já ter ido à casa do artista mais de 20 vezes. O episódio ocorreu mesmo após advertência policial e medidas emergenciais, segundo o The Korea Times e Law Talk News. Jung Kook não presenciou diretamente o momento da invasão.

Segundo o tribunal, a ré agiu para expressar sentimentos pelo cantor, sem intenção de causar dano direto. Ainda assim, foi considerado comportamento gravoso pela continuidade da perseguição. O tribunal também observou que a invasão não envolveu acessos a áreas internas sensíveis, como o quarto, e que houve menor risco de reincidência.

Detenção e contexto familiar

A brasileira está detida desde 27 de fevereiro e aguarda deportação após a sentença se tornar definitiva. O consulado brasileiro acompanha o caso e presta assistência consular, conforme o Ministério das Relações Exteriores. Familiares, que moram em São Paulo, relatam que a jovem sofre de transtorno mental e não estava sob tratamento adequado.

Em janeiro, familiares disseram ao g1 que a jovem, natural da Paraíba, morava em SP há anos e viajou sozinha para Seul em novembro. Eles relatam tentativas de trazê-la de volta ao Brasil e destacam surtos anteriores que exigiram acompanhamento médico.

Desdobramentos e status atual

O The Korea Herald informou que a mulher já havia sido detida quatro meses antes, a partir de dezembro de 2025, e encaminhada ao Ministério Público. O g1 questionou o Itamaraty sobre deportação e detalhes do caso, mas o ministério não divulgou informações pessoais ou procedimentos adicionais.

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