- Dez anos após o Brexit, o Reino Unido mudou politicamente e economicamente, com crise sem perspectiva de melhora e crescimento da direita radical.
- A saída não trouxe a prosperidade nem o “controle” prometidos, mantendo o país dividido e com desafios econômicos.
- Keir Starmer, líder do Partido Trabalhista, renunciou ao cargo de primeiro-ministro em discurso nesta segunda-feira, 22, para seguir servindo ao país.
- Starmer pretendia melhorar a economia, reduzir o custo de vida e negociar com a União Europeia, mas não houve resultados significativos até a renúncia prevista para setembro.
- O Reino Unido teve seis primeiros-ministros em dez anos, com várias renúncias ligadas ao Brexit; o antecessor imediato, Rishi Sunak, governou entre 2022 e 2024.
O Brexit completou dez anos desde o referendo que abriu o caminho à separação do Reino Unido da União Europeia. A decisão provocou uma crise política de longo curso e impactos econômicos que seguem até hoje, com instabilidade, crescimento estagnado e pressão sobre o custo de vida.
Neste cenário, o Reino Unido deve ter seu sétimo primeiro-ministro em uma década, após a saída de Keir Starmer, líder do Labour, que renunciou ao cargo em 22 de setembro. A renúncia ocorreu menos de dois anos após ele ter assumido a liderança do governo.
A gestão de Starmer, eleita para melhorar a economia, reduzir o custo de vida e reativar negociações com a UE, não alcançou resultados significativos. A saída efetiva do país da UE ocorreu de forma concluída em 2021, mas as consequências políticas persistem.
Contexto político
A crise é marcada pela polarização e pelo fortalecimento da direita radical, fenômos alimentado pelo endurecimento das disputas regionais entre o interior e as grandes metrópoles, como Londres. Analistas destacam que a promessa de controle sobre fronteiras, investimentos e leis ganhava força, mesmo diante de dificuldades econômicas.
Vários fatores contribuíram para esse cenário: o referendo de 2016, a complexa implementação do acordo de saída e mudanças na composição do governo. Desde 2016, o Reino Unido teve seis primeiros-ministros, com luta para manter governabilidade em meio a crises associadas ao Brexit.
O impacto econômico também é tema constante. Estudos apontam que as promessas de crescimento não se materializaram de forma uniforme, o que alimenta pedidos por novas etapas de reforma econômica e de políticas comerciais com a UE. A renúncia de Starmer é vista como parte de um ciclo de mudanças que se repetiu ao longo dos anos.
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