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Colapso fatal em condomínio da Flórida ocorreu ao longo de semanas, aponta relatório

Relatório da NIST indica que o colapso de Surfside ocorreu de forma gradual, com falhas estruturais já existentes e alterações que enfraqueceram o deck da piscina

Coast Guard boats patrol in front of the partially collapsed Champlain Towers South condo building on 1 July 2021, in Surfside, Florida.
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  • A destruição do condomínio de Surfside começou semanas antes de ruir, em 24 de junho de 2021, deixando noventa e oito mortos.
  • O relatório final do Instituto Nacional de Padrões e Tecnologia (NIST) aponta falhas em duas ligações entre colunas da garagem e o vão da piscina que começaram a falhar no início de junho.
  • O projeto não atendia aos códigos da época e alterações feitas ao longo de quarenta anos elevaram a carga na piscina, tornando o deck mais vulnerável a falhas.
  • Reforços de aço no deck da piscina e em lajes de estacionamento passaram a sofrer corrosão, e foram acrescentados britos, areia e pavimentos, agravando a inadequação estrutural.
  • Em menos de um dia, o colapso ocorreu em três setores da torre, com um muro de concreto ajudando a impedir que a destruição se propagasse; o caso levou a acordos judiciais superiores a mais de um bilhão de dólares.

O relatório final do Instituto Nacional de Padrões e Tecnologia (NIST) aponta que o desabamento fatal de um condominio frente ao oceano na Flórida começou semanas antes do colapso. A construção cedeu por falhas estruturais acumuladas. O prédio caiu na madrugada de 24 de junho de 2021, em Surfside, matando 98 pessoas.

Segundo o texto, duas ligações entre colunas da garagem e a laje da piscina começaram a falhar no início de junho. O projeto não atendia aos códigos vigentes e alterações feitas ao longo de 40 anos agravaram a fragilidade. A combinação levou a um colapso lento.

As investigações destacam ainda que a maioria dos moradores dormia no momento da queda. A região concentra uma comunidade fortemente ligada à tradição ortodoxa judaica; familiares de vítimas também aparecem entre os casos.

Descobertas do relatório

O NIST aponta que a estrutura não possuía a resistência prevista pelos códigos, com margem de segurança estreita desde o início. Intervenções após 2010, como maior peso na laje da piscina, contribuíram para o aumento da carga.

Elementos de aço que reforçavam a piscina estavam corroídos. Fotos de semanas anteriores mostram rachaduras na parede de um canteiro de plantas e detalham o desencaixe de uma planta dois dias antes do colapso. O vazamento de água no estacionamento também foi citado.

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