- O governo de Donald Trump acompanhou a campanha de Abelardo de la Espriella na Colômbia e celebrou sua vitória nas eleições de domingo (21/6).
- O secretário de Estado, Marco Rubio, afirmou que os EUA devem trabalhar de perto com o próximo governo colombiano para ampliar cooperação em segurança, migração e economia.
- De la Espriella, que possui passaporte americano, diz querer uma relação próxima com Trump e adota tom firmemente anti crime.
- A apuração preliminar aponta quase 13 milhões de votos para De la Espriella e 12,7 milhões para Iván Cepeda, candidato do governo Petro, em pleito muito acirrado.
- Analistas veem a vitória como possível aproximação maior com os EUA, mas alertam para desafios regionais, como grupos armados, migração e a relação com a China.
O governo dos Estados Unidos acompanhou de perto a campanha de Abelardo de la Espriella na Colômbia e apoiou publicamente sua candidatura. A vitória preliminar foi anunciada após as eleições colombianas de domingo, 21 de junho. O secretário de Estado, Marco Rubio, elogiou a vitória e disse que os EUA estão prontos a trabalhar com o novo governo para fortalecer a cooperação na segurança regional, migração e economia.
De la Espriella, que tem cidadania americana, afirmou que deseja uma relação próxima com Donald Trump, de quem se declara admirador. O presidente eleito sinalizou que pretende uma estratégia firme contra o crime, alinhada ao posicionamento americano, o que pode influenciar a geopolítica da região, incluindo o Brasil.
Mudanças na relação bilateral
Desde o governo de Gustavo Petro, as relações EUA-Colômbia passaram por momentos turbulentos. Com a eleição de De la Espriella, o cenário mudou em termos de alinhamento estratégico e cooperação em áreas de segurança, drogas e migração. A expectativa é de maior cooperação regional, com foco na contenção de crimes transnacionais.
Aparente melhoria nas relações com Washington ocorreu em fevereiro, após visita de Petro a Washington. Ainda há desconfiança entre os dois governos, mas a vitória de De la Espriella abre espaço para nova coordenação entre Bogotá e a Casa Branca.
Perspectivas regionais e riscos
Especialistas veem a vitória como benefício estratégico para os Estados Unidos no hemisfério, com prioridade para antinarcóticos e repressão a organizações criminosas. Contudo, há cautela quanto aos impactos para a Colômbia e para a região, especialmente quanto a caminhos de investimento e cooperação com outros atores.
A apuração preliminar indicou quase 13 milhões de votos para De la Espriella, contra cerca de 12,7 milhões para Iván Cepeda, concorrente aliado ao governo anterior. A possibilidade de resistência a novas políticas é prevista por analistas e pela oposição.
Contexto econômico e segurança regional
Os EUA têm, ao longo dos anos, mantido atuação conjunta com países da região no combate ao crime organizado, com apoio a operações de segurança e de inteligência. A Colômbia figura entre os principais aliados estratégicos, embora o espaço para dialogue e dependência econômica com outros polos, como a China, permaneça relevante.
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