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Ebola no Congo registra recorde de casos no primeiro mês

Surto de ebola no Congo atinge recorde de casos no primeiro mês, com mais de mil infectados e 267 mortes, com casos confirmados em três campos de deslocados no leste

Caminhões com ajuda humanitária para surto de Ebola no aeroporto de Bunia, na República Democrática do Congo 28 de maio de 2026 REUTERS/Gradel Muyisa Mumbere
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  • Surto de ebola no Congo registrou o maior número de casos confirmados no primeiro mês entre surtos na África.
  • O vírus Bundibugyo já infectou mais de 1.000 pessoas e provocou 267 mortes; acredita-se que circulava há meses antes da declaração oficial em 15 de maio.
  • O epicentro do surto é Bunia, no leste do país, e a OMS afirma que a resposta precisa ser ampliada para acompanhar a expansão.
  • Já houve casos em pelo menos três campos de deslocados nos arredores de Bunia, com 25 casos confirmados e 14 mortes nesses campos.
  • O CDC aponta que existem mais de vinte surtos de ebola na África Subsaariana.

O surto de ebola registrado na República Democrática do Congo alcançou o maior número de casos confirmados no primeiro mês entre os surtos já conhecidos no continente. O vírus Bundibugyo já infectou mais de 1.000 pessoas e provocou 267 mortes, segundo dados divulgados por autoridades de saúde.

O anúncio foi feito por Abdirahman Mahamud, da Organização Mundial da Saúde, em coletiva em Genebra. O surto foi detectado com atraso e, segundo especialistas, o vírus já circulava meses antes de a coleta oficial ter sido declarada em 15 de maio. Bunia, no leste do país, é apontada como epicentro.

Casos já foram identificados em pelo menos três dos campos de deslocados superlotados da região leste, conforme informações de agências internacionais. A Organização Internacional para as Migrações indicou que pelo menos 25 casos foram confirmados nesses campos, com 14 mortes entre eles.

O histórico de ebola na África indica que os maiores surtos ocorreram na África Ocidental entre 2014 e 2016, com milhares de mortes. Desta vez, o foco de atuação envolve medidas rápidas de vigilância, isolamento e assistência médica nas comunidades e nos campos de refugiados.

Até o momento, a OMS ressalta a necessidade de ampliar a resposta para acompanhar a disseminação do vírus, enquanto autoridades locais trabalham para reforçar a detecção, o controle de infecção e a comunicação com a população afetada.

Segundo o CDC, a África Subsariana já registrou mais de 20 surtos de ebola, o que reforça a demanda por coordenação regional e apoio internacional para evitar novas cadenas de transmissão.

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