- Embraer mira ampliar vendas de aviões militares para a União Europeia, com foco na plataforma KC-390 Millennium.
- O vice-presidente de Relações Institucionais, José Serrador, afirmou que debates sobre autonomia estratégica de defesa na Europa devem abrir oportunidades para a Embraer e a indústria brasileira.
- A Otan aprovou, em 2025, elevar gastos com defesa para cinco por cento do PIB até 2035, em contexto de fortalecimento militar europeu frente a pressões de Rússia e da guerra na Ucrânia.
- A Embraer já fornece o KC-390 para sessenta governos, incluindo Holanda, Áustria, República Tcheca, Lituânia, Eslováquia, Suécia, Coreia do Sul e Uzbequistão; Emirados Árabes fecharam recente contrato. Também é destaque o EMB-314 Super Tucano.
- O grupo aposta na exportação do caça F-39E Gripen para países europeus, com possibilidade de transferência de tecnologia e produção no Brasil, em parceria com a Saab.
A Embraer mira ampliar as vendas de aviões militares para a União Europeia, aproveitando o aumento nos investimentos em defesa no bloco. A visão foi apresentada por José Serrador, vice-presidente Global de Relações Institucionais, durante o 2º Fórum de Investimentos Brasil-União Europeia, em Brasília.
Segundo Serrador, o movimento de autonomia estratégica na Europa deve abrir oportunidades para a Embraer e para a base industrial brasileira de defesa. A discussão acontece em meio a metas da OTAN de elevar gastos militares até 2035.
A cada ano, a demanda europeia por capacidade logística e de transporte militar cresce, o que favorece a utilização da plataforma KC-390 Millennium, o principal avião multimissão da fabricante para uso tático e logístico.
A Embraer já fornece o KC-390 para países como Holanda, Áustria, República Tcheca, Lituânia, Eslováquia, Suécia, Coreia do Sul e Uzbequistão, além de ter firmado contrato recente com os Emirados Árabes. O EMB-314 Super Tucano também é citado como bem recebido pela região.
Expansão tecnológica e cooperação
A empresa aponta que, além de vender aeronaves, a parceria deve avançar com transferência de tecnologia, identificação de fornecedores locais e criação de centros de excelência a partir do KC-390. A ideia é fortalecer a cooperação industrial entre Brasil e União Europeia.
Para Serrador, o acordo Mercosul-União Europeia pode ampliar a integração entre as bases industriais de defesa dos dois blocos, ampliando as oportunidades de negócio e colaboração. A Embraer ressalta o papel estratégico das parcerias na competitividade global.
Gripen e produção brasileira
O executivo mencionou ainda o interesse na exportação do caça supersônico F-39 Gripen para países europeus, em parceria com a Saab. O projeto japoniza o potencial de modernização da FAB, com transferência de tecnologia sueca e participação de engenheiros brasileiros.
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