- Com 99,71% dos votos apurados, Keiko Fujimori aparece à frente com 50,11% dos votos válidos, ante 49,88% de Roberto Sánchez.
- Sánchez diz que não reconhecerá Fujimori como presidente e repetiu alegação de fraude sem apresentar provas.
- Segundo ele, houve irregularidades no voto no exterior, com alterações no processo de votação no segundo turno e proteção ao eleitor até chegar a Lima.
- O candidato de esquerda anunciou protestos para o próximo sábado, para resistir à suposta fraude.
- A diferença muda quando considerados os votos no exterior: Sánchez somaria 40.925 votos a mais que Fujimori, levando-o a 50,11% dos votos válidos.
O candidato de esquerda Roberto Sánchez reiterou nesta terça-feira (23) a acusação de fraude nas eleições do Peru, sem apresentar provas. Ele afirmou que não reconhecerá a candidata adversária, Keiko Fujimori, que aparece na liderança da contagem do segundo turno. A disputa segue em aberto, com a apuração ainda em curso.
Em coletiva de imprensa, Sánchez disse que busca a anulação dos votos do exterior com base em supostas irregularidades, incluindo alterações no processo de votação do segundo turno e garantias de proteção ao eleitor até a chegada a Lima. O candidato afirmou que tais irregularidades, segundo ele, configuram fraude enquanto os votos consulares continuam a ser contabilizados.
Ele indicou que planeja protestos no próximo sábado, alegando resistência à fraude em curso. A manifestação anterior, segundo o próprio Sánchez, teve baixa participação e pouco impacto nas ações oficiais.
Dados de apuração: com 99,71% dos votos registrados, Fujimori aparece com 50,11% dos votos válidos, frente a 49,88% de Sánchez, diferença de 40.468 votos. Ao considerar os votos do exterior, a diferença muda, e Sánchez passa a ter 50,11% dos votos válidos com mais 40.925 votos do que Fujimori, que fica com 49,88%.
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