- Estudantes barraram na UCV, em Caracas, a palestra prevista com Nicolás Maduro Guerra, deputado e filho do ex-ditador Nicolás Maduro Moros, sobre a vida e obra do líder.
- O cancelamento ocorreu após protestos em que foram erguidas faixas críticas à gestão do governo e ao chavismo.
- O líder estudantil Octavio González declarou que a manifestação aponta o que pode ocorrer contra quem tente justificar 27 anos de miséria.
- A notícia traz ainda que, em janeiro, os Estados Unidos realizaram operação em Caracas resultando na captura de Maduro e de Cilia Flores, com audiência marcada para 22 de julho em Nova York.
O protesto de estudantes impediu nesta segunda-feira a realização de uma palestra na Universidade Central da Venezuela (UCV), em Caracas. O evento previa a participação do deputado Nicolás Maduro Guerra, filho do ex-ditador Nicolás Maduro Moros, em uma conferência sobre a vida e a obra do político.
Os estudantes exibiram faixas com mensagens contra o que classificaram como autoritarismo e repetidas referências à repressão ocorrida ao longo dos 27 anos de governo do chavismo. A liderança estudantil destacou que a manifestação visa preservar a memória e cobrar responsabilidade.
O protesto ocorreu na UCV em Caracas após a convocação da palestra sobre a vida pública de Nicolás Maduro Moros, apontada como tema central. A mobilização interrompeu o roteiro inicialmente previsto para o encontro.
Segundo informações coletadas pelo Efecto Cocuyo, a ação visa demonstrar resistência a justificativas de políticas de Estado sob o governo anterior, com críticas à gestão universitária durante esse período.
Contexto internacional e desdobramentos legais
No início de janeiro, os Estados Unidos realizaram uma operação militar em Caracas que resultou na captura de Maduro e da esposa dele, Cilia Flores, para responder a acusações de narcoterrorismo nos tribunais federais dos EUA. A próxima audiência do caso, que tramita em Nova York, está marcada para 22 de julho.
A proxima etapa do processo ocorre em meio a tensões entre Caracas e Washington, com desdobramentos esperados no âmbito jurídico dos EUA e possíveis impactos diplomáticos na região.
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