- O senador Flávio Bolsonaro vai pedir ao governo dos EUA que suspenda o processo de tarifas contra o Brasil até depois das eleições, durante audiência pública online marcada para 6 de julho.
- O pedido é visto como forma de evitar que haja tarifas durante o período eleitoral; a coordenação da campanha é de Rogerio Marinho.
- O governo americano tem prazo até 15 de julho para decidir sobre o tema.
- A defesa de que Lula enviaria o tema ao governo dos EUA é atribuída pelo coordenador da campanha à ausência de representantes do governo brasileiro nas audiências.
- O Itamaraty afirma manter contato com Washington por canais diplomáticos para evitar novas tarifas; o coordenador critica possível omissão brasileira.
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) pretende pedir ao governo dos EUA a suspensão, até após as eleições, do processo que pode resultar em novas tarifas contra o Brasil. A solicitação será feita durante audiência pública online marcada para 6 de julho, segundo informações de seu coordenador de campanha.
Conforme o coordenador da campanha, Rogerio Marinho (PL-RN), a ideia é que o tema seja discutido com maior legitimidade após o pleito, quando houver um novo mandato conferindo maior embasamento político. O objetivo é evitar decisões durante o período eleitoral.
O prazo final para decisão do governo dos Estados Unidos sobre a tarifação é 15 de julho. Marinho afirma que a ausência de representantes do governo brasileiro na audiência sugere que o PT busca vincular as tarifas ao candidato Lula, em uso político do tema. O coordenador ressalta a necessidade da participação do Itamaraty no encontro.
O Itamaraty confirma manter contato com o governo dos EUA pelos canais diplomáticos habituais, buscando evitar a imposição de novas tarifas. Marinho comenta que, caso haja omissão deliberada do governo brasileiro, haveria dificuldade de defender a participação brasileira.
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