- Monika Silva Koniuszek, ativista polonesa anti-corrupção, foi encontrada morta em casa, em Montañita, Santa Elena, no dia 8 de junho; a causa indicada pela autópsia foi pancada na cabeça e estrangulamento.
- O governo inicialmente informou que a morte era suicídio, mas o laudo pericial confirmou morte violenta, derrubando a hipótese de suicídio.
- Silva Koniuszek investigava a Noboa Trading, grupo de frutas da família do presidente Daniel Noboa, e suspeitava de cocaína em contêineres de bananas; as investigações teriam sido dificultadas por autoridades judiciais.
- Antes de morrer, ela afirmou ter entregue um dossiê à embaixada dos Estados Unidos em Quito; amigos disseram que recebia ameaças e enfrentava assédio judicial.
- O Ministério Público da Polônia pediu assistência mútua com autoridades equatorianas, a embaixada polonesa em Peru pediu investigação rápida e independente, e a comunidade local criou uma chuva de homenagens em Montañita.
Monika Silva Koniuszek, ativista polonesa que investigava alegações envolvendo a Noboa Trading, empresa da família do presidente equatoriano de direita, Daniel Noboa, foi encontrada morta em Montañita, cidade litorânea da província de Santa Elena. A morte ocorreu no dia 8 de junho, a vítima tinha 41 anos e era mãe solo de duas meninas, de quatro e nove anos.
A família e apoiadores acionaram as autoridades, afirmando tratar-se de um homicídio para silenciar a campanha de denúncias. A primeira perícia apontou suicídio, mas o resultado de uma autópsia posterior indicou lesões graves na cabeça e estrangulamento, configurando morte violenta.
O Ministério do Interior, em declaração inicial, disse que havia evidências da hipótese de suicídio, destacando que o local apresentava as evidências. Posteriormente, o laudo no Guayaquil confirmou o homicídio com causa de morte por agressão física.
Silva Koniuszek atuava há anos contra crimes ambientais e corrupção, segundo informações de colegas. Ela apresentava denúncias públicas sobre supostos danos ambientais e supostos desmatamentos ligados a poderosos, com apoio de jornalistas locais.
De acordo com amigos, a ativista temia represálias e já havia recebido ameaças, vinculadas a redes criminosas que teriam sido responsáveis por assassinatos de outros ativistas na região. Ela teria levado um dossiê com denúncias à embaixada dos EUA em Quito, segundo relatos de colegas.
Pessoas da comunidade de Montañita criaram um memorial com fotos, flores e velas, em sinal de homenagem. Um mural foi pintado por moradores, e uma rua recebeu o nome de Silva Koniuszek em reconhecimento ao trabalho dela.
A promotoria polonesa confirmou que solicitou assistência jurídica mútua às autoridades equatorianas para apurar a morte, mantendo interesse em acompanhar de perto o processo. A embaixada da Polônia em Peru pediu investigação rápida, independente e transparente para esclarecer o caso.
A equipe de direitos humanos e organizações locais destacaram que a vítima atuava de forma independente e recebia apoio de jornalistas e parceiros na região. A apuração segue em andamento pelas autoridades equatorianas, com participação internacional solicitada por autoridades polonesas.
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