- Kim Jong-un afirmou que a Coreia do Norte vai reforçar sua posição de Estado nuclear para defender-se diante de EUA e Coreia do Sul.
- Segundo a KCNA, o discurso foi feito no encontro do Comitê Central do Partido dos Trabalhadores, de 19 a 22 de junho de 2026.
- O líder disse que EUA e Coreia do Sul avançam com submarinos nucleares e realizam repetidos exercícios militares e operações de espionagem contra a Coreia do Norte.
- A retomada do Grupo Consultivo Nuclear, visto por ele como mecanismo de guerra nuclear contra a Coreia do Norte, foi apontada como a questão mais perigosa.
- Kim afirmou que há planos mais amplos, inovadores e encorajadores para armas nucleares, a serem implementados com velocidade crescente, para fortalecer a dissuasão autodefesa.
O líder da Coreia do Norte, Kim Jong-un, afirmou que o país vai reforçar seu status nuclear para fortalecer a defesa nacional diante do cenário geopolítico atual. A declaração foi veiculada pela KCNA, em discurso final do encontro do Comitê Central do Partido dos Trabalhadores, realizado entre 19 e 22 de junho de 2026.
Segundo a KCNA, Kim citou avanços de Estados Unidos e Coreia do Sul, incluindo iniciativas relacionadas à posse de submarinos nucleares, além de repetidos exercícios militares e operações de espionagem contra a Coreia do Norte. A leitura oficial aponta que tais ações elevam as tensões regionais.
Contexto geopolítico
Kim alertou sobre a retomada de reuniões do chamado Grupo Consultivo Nuclear, descrito por ele como mecanismo de guerra nuclear voltado a ataques com capacidades nucleares e convencionais contra a Coreia do Norte. A moeda da fala aponta para uma resposta com dissuasão fortalecida.
De acordo com o líder norte-coreano, as condições externas exigem planos mais amplos, inovadores e encorajadores no que se refere a armas nucleares, a serem implementados com rapidez. A ênfase recaiu sobre a capacidade de dissuasão como ferramenta de defesa.
Implicações para a região
Kim afirmou que a Coreia do Norte não pode ignorar a realidade geopolítica nem desviar o olhar diante de guerras, derramamento de sangue e instabilidades políticas e econômicas globais. As observações fizeram referência a incidentes resultantes da ganância de potências hegemônicas, conforme a leitura oficial.
O chefe de Estado reiterou que práticas consideradas arbitrárias e agressivas por parte dos Estados Unidos teriam impacto sobre aliados e contribuído para deterioração de situações na Europa e no Oriente Médio. O comunicado final aponta a expansão da dissuasão como caminho para autodefesa diante da crise atual.
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