- O líder da Coreia do Norte, Kim Jong-un, anunciou que o país adotará a postura de “Estado nuclear”.
- Ele afirmou que os Estados Unidos aumentam as tensões e promovem o “derramamento de sangue” na Europa e no Oriente Médio.
- Kim disse que atuar como Estado nuclear é a única forma de enfrentar a insegurança global, que descreve como imprevisível e complexa.
- O especialista Ricardo Cabral disse que Kim já indicava dobrar o arsenal com apoio da Rússia, incluindo envio de tropas e munições em troca de proteína e combustível.
- Cabral destacou a militarização do Japão, apontando o país como aliado dos Estados Unidos e contribuinte para o aumento das tensões na região.
O líder da Coreia do Norte, Kim Jong-un, anunciou que o país adotará a postura de Estado nuclear, em resposta às tensões com os Estados Unidos e aos riscos na segurança global. Segundo o ditador, essa mudança é necessária diante de incidentes e eventos que, na visão norte-coreana, decorrem da ganância das forças hegemônicas.
Especialistas apontam que Kim já havia sinalizado a intenção de ampliar o arsenal com apoio da Rússia. A hipótese envolve envio de tropas e munições em troca de proteína e combustível russos, o que, na leitura de analistas, pode tornar o armamento norte-coreano mais sofisticado e preciso.
O ditador atribui aos EUA e à Coreia do Sul a responsabilidade pelo aumento dos riscos na península, em meio a um que envolve programas nucleares conjuntos com suposto objetivo de atacar a Coreia do Norte. O contexto regional inclui tensões com a China sobre disputas territoriais no mar do Sul da China e interesses de países vizinhos na região, além de ameaças ao Japão. Em resposta, a Coreia do Sul teria aumentado seu orçamento militar.
Contexto regional
A escalada ocorre em meio a ações regionais que elevam a militarização no leste da Ásia, com movimentações de países vizinhos e alianças estratégicas que influenciam a percepção de segurança na região.
Observações de especialistas
Especialistas destacam que a dinâmica entre Coreia do Norte, Japão, China e Estados Unidos continua sendo determinante na avaliação de riscos, com ênfase na necessidade de monitoramento de desenvolvimento de capacidades militares e de diplomacia na região.
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