- O sistema de entrada/saída (EES) da União Europeia, que substitui o carimbo por registro eletrônico com dados biométricos, começou a ser implementado em outubro.
- Tribunal aponta que passageiros ficam horas em filas, principalmente em horários de pico, com expectativa de aumento do tráfego nas próximas semanas.
- Stefan Schulte, presidente da associação de aeroportos e CEO do aeroporto de Frankfurt, pediu flexibilidade para suspender o EES quando necessário.
- O EES busca detectar permanência além do prazo, combater fraudes e evitar imigração irregular, com pressão por controles mais rígidos em alguns países.
- Relatos de dificuldades aparecem em Lisboa, Atenas e Milão, com passageiros perdendo voos e casos virais nas redes sociais.
O novo sistema de controle de fronteiras externas da União Europeia vem gerando dificuldades operacionais, segundo Stefan Schulte, presidente da associação de aeroportos da UE. A implementação do Sistema de Entrada/Saída (EES) começou em outubro, substituindo o carimbo no passaporte pelo registro eletrônico com dados biométricos.
Segundo Schulte, os passageiros enfrentam longas filas, principalmente nos horários de pico, o que preocupa diante do aumento previsto no tráfego. O executivo, também CEO do Aeroporto de Frankfurt, pediu flexibilidade às autoridades para suspender ou ajustar o EES conforme necessário.
O EES tem como objetivo identificar permanências além do permitido, combater fraudes e reduzir a imigração irregular. A adesão ao sistema envolve, inicialmente, o registro de dados para cidadãos de países não pertencentes à UE na primeira entrada no espaço Schengen, com verificação biométrica nas viagens subsequentes.
Há pressão política para controles mais rígidos em alguns países da UE, o que alimenta o debate sobre o equilíbrio entre segurança e fluidez de viagens. Relatos de dificuldades com o novo sistema já surgem em diferentes pontos da UE, com tempos de espera superiores aos normais.
Casos específicos de atraso passaram a ganhar destaque em maio, quando uma jornalista da CNN mostrou filas extensas no aeroporto de Lisboa. Outros relatos foram de Atenas e Milão, com passageiros perdendo voos para o Reino Unido, segundo a BBC.
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